Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de dezembro de 2015
O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) considera que o processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff, iniciado na Câmara dos Deputados, precisa ser discutido e que não se trata de um golpe institucional, pois está previsto na Constituição brasileira.
“Eu vejo muita gente falando, mas impeachment não é golpe”, argumentou durante evento em Brasília. “Aliás, o PT era o rei do impeachment, pois entrou com pedidos desse tipo contra os então presidentes Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Só não entrou contra o Lula porque ele era do partido.”
Na terça-feira, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Edson Fachin suspendeu a formação e instalação da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisará o processo de impeachment de Dilma, até que o plenário da Corte analise o caso. Questionado se estaria acontecendo algum tipo de abuso por parte do Parlamento nesse processo, o governador tucano rejeitou a hipótese.
“Acredito que essa medida se destine a estabelecer o regramento, os procedimentos do processo. A Câmara não vai entrar no mérito da questão, que na verdade é do Senado”, ponderou. “A Câmara recebe ou não o pedido e ao mesmo tempo o Supremo, se tiver dúvida, estabelece então a regra”. (AG)
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