Sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de dezembro de 2022
Pasta é prioritária para o PT, que quer um filiado da sigla à frente da pasta responsável por programas como o Bolsa Família
Foto: Ricardo Stuckert/DivulgaçãoO senador eleito Wellington Dias (PT-PI) pode assumir uma das pastas mais disputadas do novo governo: o Ministério do Desenvolvimento Social. Esse seria o desejo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Dias também chegou a ser cotado para o Ministério do Planejamento e do Desenvolvimento Regional, mas o PT articula para ele assumir a pasta que será responsável, entre outros programas, pelo Bolsa Família (atual Auxílio Brasil).
Terceira colocada na eleição presidencial, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) era a principal cotada para assumir a pasta. Ela apoiou Lula no segundo turno da disputa. O Ministério do Desenvolvimento Social, no entanto, é prioritário para o PT, que quer um filiado da sigla à frente da pasta.
Nos últimos dias, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), conversou Simone Tebet. O governo eleito ofereceu o Ministério do Meio Ambiente, mas Simone Tebet rejeitou o convite, apesar de ter experiência na área.
Simone teria dito que recusou o convite “para não trair uma mulher”, referindo-se à Marina Silva, que é um dos principais nomes ventilados para comandar a pasta.
A grande dúvida, no entanto, continua sendo qual será o cargo de Simone Tebet no futuro governo. A senadora, que foi considerada essencial na campanha de Lula no segundo turno das eleições, teria sinalizado interesse em pastas como Educação, Indústria e Comércio e Saúde, mas todas já estão encaminhadas ou com nomes prestes a serem anunciados.
“Desafio”
Dias afirmou nessa quarta (21) que o tempo de um ano para a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Transição em tramitação na Câmara dos Deputados é “um desafio” que teve “menos tempo” para aprovar.
“Não posso negar, como quem trabalhou na aprovação da PEC desde o início, o conceito de quatro anos para garantir estabilidade devido às mudanças”, disse o senador. A minuta enviada pelo novo governo ao Congresso Nacional em novembro propunha uma vigência de quatro anos e R$ 175 bilhões extrateto.
“É uma [proposta] constitucional que, apesar do seu tempo mais curto, de um ano, garante de forma mais larga as necessidades do País, dando mais estabilidade”, declarou. Agora, o novo governo terá um ano, em vez de quatro, no valor de R$ 145 bilhões dentro do teto e outros R$ 23 bilhões extrateto por meio de receitas extraordinárias.
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