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Política PT tenta atrair Eduardo Leite para oposição a Bolsonaro no Rio Grande do Sul

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Para criar um ambiente favorável, representantes de siglas como PT e PCdoB declararam apoio ao tucano sob a bandeira da defesa à democracia

Foto: Divulgação
Candidato do PSDB obteve 57% dos votos válidos (Foto: Divulgação)

Sem alimentar grandes expectativas de uma declaração de voto do ex-governador Eduardo Leite (PSDB) no ex-presidente Lula (PT), lideranças petistas no Rio Grande do Sul tentam atrair o tucano para uma postura mais clara de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Até agora, buscando disputar o eleitorado bolsonarista com o ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL), Leite tem evitado acenos a Lula e críticas explícitas a Bolsonaro, sob o argumento de que nenhum dos presidenciáveis “resolverá os problemas dos gaúchos” por conta própria.

Na tentativa de criar um ambiente propício para que Leite manifeste críticas a Bolsonaro, representantes de siglas como PT e PCdoB declararam apoio ao tucano nesta terça-feira (11) sob a bandeira da defesa à democracia, associando Onyx aos ataques às instituições promovidos pelo atual presidente. O ex-governador Olívio Dutra (PT), superado na corrida ao Senado neste ano pelo vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), abriu seu voto em Leite.

A ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) também pregou voto no candidato do PSDB nesta terça, em uma rede social, e argumentou que “anular o voto não constrói uma alternativa popular”.

Nenhum voto em Onyx

O diretório gaúcho do PT divulgou uma resolução na segunda-feira (10) pregando “nenhum voto em Onyx”, mas sem pedir apoio explícito a Leite. Outro ex-governador petista, Tarso Genro, que já havia declarado voto no tucano na última semana, reiterou nesta terça, ao elogiar o posicionamento de Manuela, que “não é questão (de eleger) o menos pior”, mas sim “qual a maneira mais forte de votar para um fascista não vencer”. Onyx avançou ao segundo turno gaúcho na liderança, com 37,5% dos votos válidos, enquanto Leite teve 26,8%.

O PT, que chegou a ter a maior votação no primeiro turno presidencial de 2010 e 2014 no Rio Grande do Sul, quando a candidata era Dilma Rousseff, sonha em estreitar ainda mais a distância de Bolsonaro para Lula no estado. Neste ano, Bolsonaro teve 48,8% dos votos válidos dos gaúchos no primeiro turno, pouco menos do que os 52,6% que teve em 2018. Lula apareceu com 42,2%, quase o dobro da votação de Fernando Haddad (PT) no estado há quatro anos.

Olívio Dutra

Olívio Dutra disse ao Globo não “pleitear” uma declaração de Leite sobre a eleição presidencial, citando que a resolução da comissão executiva do PT gaúcho, da qual o ex-governador petista não faz parte, “nada informa sobre qualquer reunião ou proposta a esse respeito” com o tucano. Dutra, por outro lado, reforçou o discurso adotado por petistas de que um posicionamento de Leite em defesa da democracia, lido nesse contexto como uma contraposição a Bolsonaro, repararia o que considera uma “grave omissão”.

— Voto no candidato Leite mantendo a crítica que sempre tivemos a suas políticas neoliberais, mas por entender que a questão maior nesse momento é a defesa da democracia, ameaçada constantemente pelo presidente que tenta a reeleição. O perfil do candidato Leite, diferente de seu oponente, é de um adversário civilizado, e não truculento, preconceituoso ou negacionista. Para a situação de risco que vive nossa democracia, isso não é qualquer coisa — disse Dutra.

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7 Comentários
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Denise Goulart de Munhós
14 de outubro de 2022 00:16

Não acredito que minhas colegas professoras da rede pública estadual irão votar no Milk Talhado, que em seu governo desvalorizou o Magistério gaúcho, impingiu um plano de carreira com perda de direitos adquiridos, como vantagens temporais e também extinguiu a paridade de vencimentos entre ativos e inativos, só porque odeiam o presidente Bolsonaro e consequentemente seu aliado aqui no RS, o senhor Onyx.

Paulo Jesus Corrêa
14 de outubro de 2022 01:27

Puxa, os Caras não desistem! Parece até piada pronta, só falta chamar e achar que o Eleitor é burro e/ou que nem “Eles”!

Edson Arcanjo
14 de outubro de 2022 01:40

Dudu muleke já se queimou sozinho….
Agora imaginem esta trupe dos infernos dando apoio……somente o que não presta.

Eduardo Seg
14 de outubro de 2022 05:29

A escória esquerdista se juntando.

Fisco Paes
14 de outubro de 2022 09:23

A POLITICA NO BRASIL É UMA DECADÊNCIA!!!DESDE O SARNEY PARA CÁ! EDUCAÇÃO,SAÚDE E SEGURANÇA,TODOS OS GOVERNOS DE QUALQUER PARTIDO,SÓ LUTAM PARA SEUS PRÓPRIOS INTERESES.E O PARTIDO POVISTA GANHA O QUÊ MESMO???

José Guilherme Py
14 de outubro de 2022 09:44

O Sr. Eduardo Leite foi o maior estelionato eleitoral que o RS já sofreu! Mentiu na sua campanha para governador na primeira vez, dizendo que ia colocar a folha de pagamento do funcionalismo em dia, e só o fez quando recebeu o dinheiro do Governo Federal durante a pandemía de COVID. Tentou aumentar a alíquota do IPVA de 3 para 3,5% pretendendo arrancar mais dinheiro do gaúcho, e assim por diante. Trata-se de uma pessoa falsa que encanta ao falar mas não convence mais com sua carinha bonita e fala mansa! Trancou todo mundo em casa desempregando chefes de familia… Leia mais »

Ernildo Heitor Agostini Filho
14 de outubro de 2022 10:58

Esse senhor é um engodo. O discurso dele é pleno de frases feitas desprovidas de conteúdo concreto. Fala com desenvoltura sobre coisas que nunca fez, na tentativa de enganar os incautos. Será banido do cenário político gaúcho no dia 30 Out.

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