Terça-feira, 23 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 29 de agosto de 2017
Dados do MEC (Ministério da Educação) apontam que 44 das 64 universidades federais do país tiveram seu orçamento afetados por cortes na comparação com o primeiro semestre de 2016. O ranking das dez universidades com os contingenciamentos mais expressivos inclui grandes universidades, como a Unifesp (5ª colocada), UFRJ (8º lugar) e UFPE (7º lugar). Em dez dessas universidades, o corte neste ano superou os 20% da verba repassada às universidades ao longo dos seis primeiros meses de 2016. A Ufrgs teve um corte de 20%.
Os dados mostram que houve redução nos repasses feitos no primeiro semestre de 2017 em comparação com os períodos anteriores. Em relação ao ano passado, o total de verbas repassado para as universidades foi R$ 249 milhões menor.
O ministro da Educação, Mendonça Filho, negou que tenham ocorrido cortes, reforçou os esforços da pasta para manter os pagamentos e ampliar o volume de verba disponível para as federais. Mendonça Filho afirma que o governo está cumprindo o previsto no orçamento.
O presidente da Andifes, Emmanuel Tourinho, que também é reitor da UFPA, rebate o ministro e diz que todas as federais sofrem com redução de orçamento há dois anos.
O aperto no repasse de verbas foi anunciado em março. Depois disso, a rotina de campi de várias universidades pelo país foi afetada. A previsão era de que o dinheiro para o custeio das instituições durasse só até setembro: sem dinheiro, universidades federais anunciaram demissão de terceirizados, redução de consumo, corte de bolsas e paralisação de obras.
Redução
No começo de agosto, o MEC diminuiu o contingenciamento de verbas para universidades e institutos federais. No dia 11, anunciou a liberação de R$ 450 milhões. Com a medidade, o MEC ampliou o total da verba disponível tanto para custeio quanto para investimento (ou capital).
O limite do custeio passou de 70% para 75% do orçamento previsto. E o de capital passou de 40% para 45%. “Custeio” é o nome dado ao recurso utilizado para a manutenção das instituições de ensino, enquanto a verba de “investimento” ou “capital” é aquela para adquirir equipamentos e fazer investimentos em estrutura.
Rio Grande do Sul
O Sindicato Intermunicipal dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior do Rio Grande do Sul promove nesta quarta-feira, às 16h, o Ato em Defesa das IFES (Instituições Federais de Ensino Superior. O presidente do Sindicato, Paulo Mors, o reitor da Ufrgs, Rui Oppermann e representantes das reitorias da UFCSPA, do IFRS e do IFSul debaterão a situação financeira das universidades e dos institutos federais, avaliando possíveis alternativas para impedir a paralisação de atividades de fundamental importância para o desenvolvimento do País. O debate ocorrerá na Sala Fahrion (2º andar da Reitoria da Ufrgs, na rua Paulo Gama, 110).