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Brasil Quase 85% dos brasileiros têm algum preconceito contra mulheres, diz a ONU

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Conforme estudo, o sexismo pode até mesmo legitimar atos de violência

Foto: Marcos Santos/USP
Conforme a proposta, as empresas que prestam serviços à prefeitura também ficariam proibidas de contratar os condenados, sob pena de multa e rescisão contratual. (Foto: Marcos Santos/USP)

Estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) mostra que o sexismo seja ele de homens ou entre as próprias mulheres é “potencialmente prejudicial”, podendo, inclusive, legitimar atos de violência física e psicológica.

Os dados da pesquisa foram divulgados nesta segunda-feira (12). O levantamento do PNUD foi realizado em 80 países e abrange mais de 85% da população mundial.

Conforme a análise, quase 90% da população mundial, sem importar de qual sexo, tem algum tipo de preconceito contra as mulheres.

Foram analisadas quatro dimensões sobre preconceito de gênero, em que meninas e mulheres enfrentam desvantagens e discriminação: Integridade física, educacional, política e econômica.

O estudo evidencia que, no Brasil, 84,5% das pessoas têm pelo menos um tipo de preconceito contra as mulheres. A educação tem o menor índice de preconceito.  Pelo menos 9,59% dos entrevistados acreditam que a universidade é mais importante para homem do que para a mulher.

Já os piores indicadores no país são em relação à integridade física. São avaliados a violência íntima e o direito à decisão de querer ou não ter filhos. 75,56% dos homens têm esse preconceito no Brasil, e 75,79% das mulheres também têm.

No campo da política, 39,91% das pessoas revelaram preconceito de gênero e acreditam que mulheres não são tão boas políticas como os homens ao desempenharem a função e também acreditam que as mulheres possuem menos direitos do que os homens.

A pesquisa ainda relata que para 31% dos brasileiros, os homens teriam mais direito ao trabalho do que as mulheres ou homens fazem melhores negócios do que as mulheres.

Segundo o relatório do PNDU, apenas 15,5% dos brasileiros não têm preconceito contra mulheres. O Brasil apresentou resultados semelhante a países como a Guatemala, Bielorússia, Romênia, Eslováquia, Trinidad, Tobago, México e Chile.

No país, 1762 pessoas participaram da pesquisa.

Mundo
No cenário mundial, segundo o relatório, hoje, mais de um quarto da população mundial acredita que é justificável um homem bater em sua esposa.

Cerca de 87% das mulheres e 90% dos homens de todo o mundo, apresentaram pelo menos um preconceito de gênero nas dimensões analisadas.

O PNUD utiliza a base de dados do World Values Survey (WVS) para calcular os índices de normas sociais de gênero, feito para captar crenças sobre igualdade de gênero em capacidades e direitos. World Values Survey, é uma pesquisa realizada desde 1981 por estudiosos de todo o mundo.

O objetivo do levantamento é verificar como os países pensam sobre diferentes temas, como por exemplo, qualidade de vida, meio ambiente, ciência e tecnologia, política, economia, tolerância, trabalho, religião e dados demográficos e outros assuntos.

 

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