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Brasil Quase 90% das cidades brasileiras já registram casos de coronavírus

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Um ponto importante do controle será a padronização da forma de encaminhamento dos casos suspeitos e confirmados do vírus. (Foto: Reprodução)

Depois de 121 dias da chegada do novo coronavírus ao Brasil, apenas 630 municípios não registraram casos da doença, segundo o Ministério da Saúde. A quantidade representa pouco mais de 11% das cidades brasileiras e é formada unicamente por cidades de pequeno porte, ou seja, com menos de 50 mil habitantes.

Em números absolutos, a maior parte desses municípios fica nas regiões Sudeste (235), Sul (206) e Nordeste (91). Mas, quando comparado com o número total de cidades nessas regiões, o Nordeste cai para a última posição, com 5,1% dos municípios livres da Covid-19. Já o Sul fica em primeiro lugar (17,3%), seguido por Centro-Oeste (15%), Sudeste (14,1%) e Norte (6,4%).

Os dados da pasta informam que dez estados já foram inteiramente infectados. São eles: Pará, Alagoas, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe, Rondônia, Acre, Amapá, Roraima e Ceará. Outros dois — Amazonas e Pernambuco — só tem uma cidade livre da doença. Parte desses Estados, apesar de extensos territorialmente, tem poucas subdivisões. É o caso do Amazonas, maior estado do país, que conta com somente 62 municípios.

Já Minas Gerais, estado mais subdividido do País, aparece com mais municípios sem infectados: 201 até o momento. Depois vem Rio Grande do Sul (113) e Paraná (60). Quando comparado com o número de cidades dos estados, as duas primeiras colocações são mantidas, o Paraná (14%), no entanto, desce três posições, enquanto Tocantins (20,1%) aparece em terceiro lugar.

A maior cidade sem infectados é Santana, no interior da Bahia. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE), o município tinha uma população estimada de 26.614 pessoas, em 2019. Em seguida aparece Bambuí (MG), com 23.829 habitantes. No outro lado da tabela, o município menos populoso do Brasil, Serra da Saudade (MG), que tem apenas 781 moradores, também aparece livre da doença.

Interior

Sem leitos de terapia intensiva ou equipamentos essenciais para tratar pacientes da Covid-19, as cidades do interior do Brasil se tornaram o epicentro da doença provocada pelo coronavírus e podem provocar um “tsunami” de novos casos nas capitais, à medida que pessoas em estado grave dependem dos grandes centros para receber atendimento, alertaram especialistas.

Depois de chegar ao País pelos aeroportos das capitais e se espalhar pelas grandes cidades e suas regiões metropolitanas, o novo coronavírus passou a circular nas últimas semanas com mais força nas cidades menores, onde há profunda carência de atendimento hospitalar, aumentando os riscos de um número cada vez mais alto de óbitos em decorrência do vírus que já matou mais de 57 mil brasileiros em quatro meses.

“Existe um efeito bumerangue, o vírus vai para o interior, semeia pelas rodovias, você começa a ter transmissão comunitária, as pessoas ficam doentes, ficam graves, e voltam para a capital para serem atendidas”, acrescentou o professor catedrático da Universidade Duke, na Carolina do Norte, no EUA, que está temporariamente morando em São Paulo durante a pandemia.

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