Sábado, 31 de Outubro de 2020

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Brasil Quatro senadores retiram apoio à criação da CPI para investigar queimadas e desmonte ambiental

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O objetivo também seria apurar causas da ampliação dos índices do desmatamento na Amazônia Legal. (Foto: Op Verde Brasil)

Quatro senadores retiraram suas assinaturas do pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Crise Ambiental. São eles: Wellington Fagundes (PL-MT), Plínio Valério (PSDB-AM), Lasier Martins (Pode-RS) e Luiz do Carmo (MDB-GO).

O pedido de criação da CPI foi apresentado na quarta (23) e a sua instalação depende agora da autorização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Apesar da exclusão dos quatro nomes da lista, a pedido ainda conta com 28 assinaturas, uma a mais do que o número mínimo exigido para a criação de uma CPI.

O recolhimento das assinaturas foi capitaneado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), coordenadora da Frente Ambientalista no Senado. Segundo Eliziane, o objetivo é investigar o “desmonte da governança ambiental” no Poder Executivo, além das queimadas na Amazônia e no Pantanal.

Um senador que apoia a CPI e que falou ao G1 sob a condição de não ser identificado afirmou que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o procurou e manifestou “preocupação” quanto à possibilidade de apuração, pelo Congresso, das ações do governo.

De acordo com esse parlamentar, porém, Salles não pediu a ele que retirasse o apoio à CPI.

O senador Wellington Fagundes, um dos que retirou a assinatura do pedido de criação da CPI, disse que tomou a decisão para ter “isenção”, já que ele preside uma comissão externa do Senado que acompanha os incêndios no Pantanal.

Nesta quinta-feira (24), Fagundes acompanhou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em sua visita à cidade de Poconé (MT), uma das regiões mais afetadas pelas queimadas no Pantanal.

Luiz do Carmo foi no mesmo sentido e afirmou que já há essa comissão externa para acompanhar o tema. Conforme o parlamentar, a CPI teria um “viés político”.

Lasier Martins alegou que decidiu retirar o apoio à CPI devido à sua participação na frente de agricultura do Rio Grande do Sul. Ele também é membro da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) da Casa.

Plínio Valério explicou que é autor de uma outra CPI, para investigar a atuação de Organizações Não Governamentais (ONGs) “fantasmas e de fachada” na Amazônia e a destinação dos recursos Fundo Amazônia.

“Já tenho um pedido de CPI e a da Eliziane vai em caminho oposto à minha. Estaria sendo incoerente, trabalhando contra minha comissão”, esclareceu.

A Comissão Parlamentar de Inquérito proposta pelo senador foi lida em plenário. Resta indicação dos membros, pelos líderes partidários, para criação do colegiado.

O objetivo também seria apurar causas da ampliação dos índices do desmatamento na Amazônia Legal, analisar os motivos e impactos da paralisação do Fundo Amazônia e investigar a liberação de recursos públicos para ONGs e Organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips).

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