Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de julho de 2015
O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro avaliou que são praticamente inexistentes as chances de a Operação Lava-Jato, que investiga pagamentos de propinas e desvios na Petrobras, vir a ser anulada na Justiça. A informação é de pessoas próximas do executivo.
Essa possibilidade chegou a ser usada como argumento, por alguns advogados da empreiteira que consideram que Pinheiro deve continuar calado. Outros defensores, mesmo não tendo simpatia pela ideia da delação, mostraram ao executivo que esta seria a única chance de ele evitar terminar seus dias encarcerado e quebrado financeiramente.
Esse grupo de defensores avalia que o acordo livraria Pinheiro de uma condenação em regime fechado, daria margem para a negociação de uma multa mais branda e aumentaria suas chances de continuar trabalhando, como consultor da empresa. O executivo da OAS tem três bancas encarregadas da sua defesa, em São Paulo, Curitiba (PR) e Brasília.
No sábado, a equipe de Curitiba, contrária à delação, divulgou uma nota em que nega “respeitosamente” que o cliente tenha intenção de fechar um acordo com a Justiça em troca de redução da pena, como revelou parte da imprensa no final de semana. “Se negociaram a delação do Léo sem eu saber, abandono a defesa dele, porque sou radicalmente contra isso”, afirmou o advogado Edward Carvalho, um dos que assinam a nota.
As tratativas do acordo de Pinheiro estão sendo feitas em Brasília. Além de informações sobre a participação no petrolão, o ex-presidente da OAS supostamente prometeu entregar políticos beneficiados no esquema.
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