Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de janeiro de 2025
Antônio Martins dos Santos Filho admitiu envolvimento no caso e foi reconhecido por sobreviventes.
Foto: Reprodução/PCA Polícia Civil de São Paulo prendeu, no sábado (11), Antônio Martins dos Santos Filho, conhecido como “Nero do Piseiro”, sob suspeita de ter chefiado o ataque a um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) que deixou ao menos dois mortos em Tremembé (SP), na região do Vale do Paraíba.
Segundo o delegado Marcos Rogério Pereira Machado, responsável pela comunicação social da Delegacia Seccional de Taubaté (SP), Nero estava escondido no bairro Santa Tereza, em Taubaté (SP), cidade vizinha a Tremembé, e foi detido em flagrante no local. Com ele, os policiais apreenderam uma moto provavelmente usada para cometer o crime. A investigação aponta “Nero do Piseiro” como o responsável por “organizar e participar da chacina”, cuja motivação estaria relacionada a uma disputa por terras no assentamento.
“Aguardamos a audiência de custódia. Vamos acompanhar e aguardar o resultado. Se ele vai ser solto ou se a prisão em flagrante será convertida em preventiva”, afirma Machado.
O delegado Marcos Ricardo Parra, chefe da seccional de Taubaté, disse no sábado que Nero, de 41 anos, teria admitido envolvimento no caso e foi reconhecido por sobreviventes do ataque que o avistaram no local. O grupo não usava máscaras durante a ação, e o homem identificado já era conhecido pelos sem-terra. Segundo o delegado, o suspeito está colaborando com as investigações ao apontar possíveis locais onde os demais envolvidos podem ser encontrados.
Natural de Petrolina, no interior de Pernambuco, Nero do Piseiro foi condenado por porte ilegal de arma de fogo em abril de 2024, recebendo uma sentença de dois anos de reclusão em regime inicial aberto, além do pagamento de multa. Em novembro do mesmo ano, porém, ele foi absolvido em segunda instância.
O suspeito permaneceu em silêncio durante o primeiro depoimento, optando por não responder às perguntas feitas pela Polícia Civil. No entanto, posteriormente, afirmou estar arrependido e, sobre a participação no crime, disse que “foi chamado para ir lá”.
Pai de sete filhos, com idades entre 2 meses e 26 anos, Nero informou à polícia que possui o ensino médio incompleto, mora em uma habitação coletiva em um bairro rural de Tremembé e trabalha como autônomo, com uma renda mensal de R$ 2 mil.
(Estadão Conteúdo)
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
O Nero desempenhou a função de polícia!!!
Mas só morreu 2??….
Perfeito…
Acertei na mosca. Briga por lote entre eles mesmos . Ainda é capaz de aparecer algum petralha dizendo que isto é bolsonarista extrema direita raivosa . Tinha que acontecer isso mais seguido. E o Tarcísio não tá bem aí . É entre eles mesmo. O stedile que resolva esta parada.
É briga entre bandidos. Espero que o Governador não se meta no caso. A petralhada já não está mais se entendendo nem entre eles. Com bandidos é bem assim.