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Política Saiba quem é o deputado Carlos Jordy, alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de desvios na cota parlamentar

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Jordy já foi líder da oposição na Câmara dos Deputados e um dos comandantes da bancada bolsonarista na Casa. (Foto: Reprodução)

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) foi um dos alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de desvios na cota parlamentar. Além dele, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também é um dos alvos.

Conforme as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública.

Jordy publicou um vídeo nas redes sociais, no qual afirmou que a ação é uma “perseguição implacável”.

O parlamentar afirma que a ação faz parte de um processo que definiu como “fishing expedition”, termo em inglês usado para se referir a uma investigação especulativa indeterminada. Carlos Jordy disse que a busca e apreensão ocorreu, além da sua casa, na residência de seus pais. Segundo ele, o aparato da Justiça está sendo usado para punir adversários políticos.

Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos Roberto Coelho de Mattos Júnior tem 43 anos e está no 2º mandato como deputado federal, tendo recebido 114 mil votos em 2022. O parlamentar concorreu à Prefeitura de Niterói no ano passado, mas foi derrotado por Rodrigo Neves (PDT-RJ), eleito para seu terceiro mandato.

Em janeiro de 2024, o parlamentar foi um dos alvos da 24ª fase da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, que tinha o objetivo de identificar pessoas que planejaram, financiaram e incitaram atos antidemocráticos ocorridos entre outubro de 2022 e o início do ano passado, no interior do estado do Rio de Janeiro.

Carlos Jordy já foi líder da oposição na Câmara dos Deputados e um dos comandantes da bancada bolsonarista na Casa.

Operação 

Batizada de Galho Fraco, a operação é um desdobramento de investigação iniciada no fim do ano passado para apurar repasses da cota parlamentar a uma locadora de veículos. A suspeita da apuração é que essa locadora foi criada apenas para emitir notas fiscais fictícias com o objetivo de desviar recursos da Câmara.

Na primeira operação, a PF mirou assessores dos parlamentares e levantou informações sobre esses contratos. Com o aprofundamento, essa nova ação mirou diretamente os dois deputados.

Há um ano, a PF pediu para os parlamentares serem alvos da investigação, mas a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou contra. Dino seguiu o parecer da PGR. Com isso, os mandados miraram apenas nos assessores dos deputados.

A avaliação de Dino na época era de que não havia indícios suficientes de que Jordy e Sóstenes tivessem envolvimento ou mesmo conhecimento das atividades ilícitas do grupo. (Com informações do g1, CNN Brasil e portal Terra)

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