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Notícias “Quem estiver devendo para Justiça não terá espaço no meu governo”, disse Bolsonaro sobre um cargo em embaixada para Temer

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Jair Bolsonaro disse que não há conversas sobre cargos com membros da administração atual. (Foto: Valter Campanato/ABr)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro , afirmou nesta quarta-feira que não vai nomear pessoas com “dívidas com a Justiça” para postos diplomáticos no exterior. A declaração foi uma resposta a perguntas dos jornalistas sobre a possibilidade de o atual presidente, Michel Temer , e do chanceler Aloysio Nunes serem indicados para embaixadas brasileiras no exterior.

O interesse, sempre negado, da dupla em seguir a carreira diplomática surgiu na esteira das investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ambos e seria uma forma de Temer e Nunes preservarem o foro privilegiado. Ao falar do caso, Bolsonaro disse que não conversou com ninguém sobre o assunto.

“Não tenho conversação com nenhum integrante do governo para conseguir uma embaixada fora do Brasil ou ocupar ministérios. Quem tiver devendo para a Justiça, não terá a mínima chance de continuar no meu governo. Quem não tiver devendo, pode até conversar”, disse Bolsonaro.

O presidente Temer foi o primeiro mandatário da República a ser denunciado pela PGR, no exercício do cargo, pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa, no episódio da delação do empresário da J&F Joesley Batista.

As denúncias foram rejeitadas pela Câmara, mas devem ser retomadas na Justiça quando Temer deixar o cargo. O mesmo deve ocorrer com outras investigações que avançaram contra o presidente, mas estão paralisadas para efeitos de denúncia por causa da imunidade do cargo de Temer.

O chanceler Aloysio Nunes chegou a ser alvo de dois inquéritos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), mas os procedimentos foram arquivados.

Nomes já confirmados

Bolsonaro já confirmou sete nomes da sua equipe ministerial. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. Já foram confirmados nos respectivos cargos os seguintes nomes:

Onyx Lorenzoni

Deputado federal pelo DEM do Rio Grande do Sul, assumirá a Casa Civil. Por enquanto, atua como ministro extraordinário da transição.

General Augusto Heleno Ribeiro Pereira

Oficial da reserva, assumirá o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). É chamado de “conselheiro” pelo presidente eleito.

Paulo Guedes

Economista que acompanhou Bolsonaro durante a campanha, ocupará o Ministério da Economia (unindo Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio).

Sérgio Moro

Juiz federal, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, assumirá o Ministério da Justiça (fusão com a Secretaria de Segurança Pública e Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Coaf).

Marcos Pontes

Astronauta e próximo ao Bolsonaro, ficará à frente do Ministério de Ciência e Tecnologia, que deverá agregar também a área do ensino superior.

Tereza Cristina

Deputada federal pelo DEM do Mato Grosso do Sul, engenheira agrônoma e empresária do agronegócios, assumirá o Ministério da Agricultura.

General Fernando Azevedo e Silva

É militar da reserva e atuou como assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Assumirá o Ministério da Defesa.

Ernesto Araújo

Diplomata há 29 anos, Ernesto Fraga Araújo, é o atual diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Nasceu em Porto Alegre e é formado em Letras. Mais recentemente, o diplomata serviu na Alemanha, no Canadá e nos Estados Unidos. Atuou como subchefe de gabinete do então chanceler Mauro Vieira, de 2015 a 2016. Trabalhou nas áreas de integração regional, Mercosul, União Europeia e negociações extra-regionais. É autor de trabalhos sobre o Mercosul e negociações extra-regionais.

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