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Saúde Quem volta de viagem deve se isolar por 14 dias, diz infectologista

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Segundo dados do Datafolha o isolamento no País teve seu maior índice no início de abril de 2020, com 72%. (Foto: Reprodução)

Para quem retorna de viagem, a recomendação da infectologista da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro, Tânia Vergara, é seguir o período de isolamento de 14 dias, tempo de incubação do Sars-Cov-2, durante o qual a pessoa pode apresentar os sintomas da Covid-19.

“Estamos todos sob medida de isolamento social, portanto o mesmo deve ocorrer com quem viajou de avião. Minha opinião é que precisa ficar 14 dias. O período de incubação do vírus varia de 2 a 14 dias”, afirma.

A recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é de um isolamento mínimo de sete dias para todos os viajantes. O Ministério da Saúde orienta aqueles que tiverem febre, tosse e falta de ar a procurar uma unidade de saúde.

Passado o período de isolamento, a recomendação é para permanecer em casa, adotando o isolamento social, medida necessária para evitar o colapso do sistema de saúde. Nesse contexto, a orientação geral é sair apenas em situações de necessidade, como para compras alimentos e remédios. Visitas devem ser evitadas.

Exames laboratoriais

O isolamento por 14 dias é, em geral, suficiente para garantir que alguém que tenha sido infectado pelo novo coronavírus não contamine pessoas próximas. A garantia fica ainda maior quando embasada por exames laboratoriais, explicam especialistas consultados pela Agência Brasil. Eles, no entanto, alertam para cuidados que se deve ter nos casos em que o doente isolado mora com outras pessoas e, principalmente, quando entre eles há um idoso.

“O prazo de 14 dias corresponde ao tempo de transmissão do vírus”, explica a presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, Heloísa Ravagnani. Segundo a médica, após esse período, o paciente pode voltar às atividades normais. “A princípio, sem restrições, desde que esteja se sentindo bem, sem sintomas e com os exames voltando à normalidade.”

De acordo com Heloísa, as pessoas costumam confundir quarentena com isolamento. Enquanto a primeira medida é determinada pelo governo, estabelecendo um prazo necessário para que todos fiquem afastados socialmente de forma a evitar a disseminação do vírus, o isolamento é diferente, por ser voltado a pessoas com suspeitas ou que, de fato, estejam contaminadas.

“No caso da quarentena, as pessoas só saem de casa para fazer coisas de extrema necessidade, como ir à farmácia, à padaria, ao mercado. Obviamente sob a condição de que não façam disso um evento social. Já os cuidados da pessoa em isolamento são diferentes, pela suspeita de doença”, disse a infectologista à Agência Brasil.

Cuidados durante isolamento

A médica diz que o ideal é que a pessoa fique sozinha em um cômodo, de preferência em um quarto com banheiro. Ela fica dentro desse ambiente, a princípio sem máscara, mas tendo de higienizar com álcool todos os objetos de que fizer uso frequente.

Caso o banheiro seja de uso comum, é importante que a pessoa sob isolamento seja a última a usá-lo e que, sempre após o uso, higienize-o com álcool 70% ou hipoclorito em todos os locais tocados. “E todas vezes que sair do quarto e tiver contato com outras pessoas na casa, tem de usar máscara para evitar a transmissão.Os objetos que serão descartados – caso dos lenços, por exemplo – devem ser fechados em sacos para depois serem juntados ao lixo da família e, enfim, recolhidos pelos serviços de limpeza.

Heloísa acrescenta que o doente não pode dividir talher, copo ou prato com outras pessoas. “É importante que a pessoa troque a própria roupa de cama, que tem de ser colocada em saco plástico para levar e ser lavada em separado”, explica Heloísa.

Membro da Sociedade Brasileira de Infectologista, José David Urbaez Brito diz ser também indicado que a limpeza do quarto seja feita pelo próprio paciente isolado. Já a higiene das mãos deve ser feita com água e sabão, por pelo menos 1 minuto; ou com álcool gel 70%, por 20 ou 30 segundos.

“Quanto à alimentação, o fornecimento tem de ser feito de forma a não possibilitar o contato com o paciente. Se não tiver outro jeito, quem for cuidar do paciente tem de usar máscara cirúrgica, se manter a 2 metros do paciente, e usar avental impermeável”, disse o médico. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da Agência Brasil.

 

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