Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de setembro de 2015
De uma das janelas dos 700 cômodos de Buckingham, Elizabeth II, 89 anos, certamente terá perdido alguns instantes dos seus dias para contemplar a monumental imagem erguida em frente ao palácio em homenagem à rainha Vitória. Durante todos estes anos, o memorial esteve ali como um lembrete da monarca que mais tempo carregou a coroa britânica: 63 anos, sete meses e dois dias. Na quinta-feira, contudo, o título passa a ser de Elizabeth Alexandra Mary, ocupante do trono desde 6 de fevereiro de 1952.
Não haverá festa para comemorar a data, apenas uma cerimônia mais íntima entre os familiares. A partir do dia 9, quando baterá oficialmente o recorde da tataravó, os palácios de Buckingham e Windsor, na Inglaterra, e Holyroodhouse, na Escócia, marcarão os festejos com uma grande exposição de fotografias e vídeos emblemáticos do seu reinado. Uma moeda comemorativa também está sendo lançada pela Casa da Moeda britânica.
Historiadores garantem que ainda é cedo para julgar as marcas do reinado de Elizabeth II. Mas monarquistas e mesmo aqueles com pouca simpatia pela instituição concordam que a longevidade fez da rainha um símbolo da unidade e estabilidade do Reino Unido.
A era de Elizabeth II marcou tantas mudanças e a monarquia britânica vem se mostrando capaz de adaptar-se aos novos tempos. A política de manter a neutralidade e não manifestar posições públicas talvez tenham sido um dos principais fatores a preservar Elizabeth II.
Charles
O recorde da rainha Elizabeth II faz do filho, Charles, o herdeiro que terá esperado mais tempo para assumir o trono. Aos 66 anos, o príncipe de Gales não tem a simpatia de todos os britânicos. Muitos acham que ele deveria abrir mão do trono em favor do primogênito, o príncipe William.
Diferentemente de outros membros da realeza pela Europa, a monarca não dá sinais de que pretenda abdicar. De acordo com a jornalista Catherine Mayer, há quem diga que a rainha tema por mudanças. Charles quer deixar uma marca pessoal e teme-se que, para isso, deixe de lado a neutralidade. (AG)
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