Sexta-feira, 05 de Junho de 2020

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Brasil Ranking dos 30 clubes mais ricos do mundo tem 14 clubes ingleses e nenhum brasileiro

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Manchester United passou Real Madrid. (Foto: Reprodução)

O Manchester United encabeça pela décima vez a lista de clubes com as maiores receitas no mundo, mantendo a liderança resgatada do espanhol Real Madrid no ano passado e demonstrando a força do futebol inglês no ranking que mostra onde está o dinheiro – e no qual o Brasil, mais uma vez, não entrou.

Na 21ª edição do Football Money League (Liga do Dinheiro do Futebol, em tradução livre), que analisa o desempenho financeiro dos clubes e lançado anualmente pela consultoria Deloitte, o top 30 mundial tem 14 clubes ingleses, cinco italianos, quatro alemães, três espanhóis, dois franceses, um português e um russo. Ou seja, apenas equipes europeias.

O Brasil só figurou entre os top 30 uma vez, em 2014, quando o Corinthians ficou em 24º, com receita de 113,3 milhões de euros.

Questionado sobre o que pesou contra os clubes brasileiros, Timothy Bridge, consultor-sênior da Deloitte, diz que os direitos de transmissão têm um peso crucial para o faturamento dos clubes e que é difícil competir com a popularidade atual das grandes ligas europeias, que “têm o melhor futebol e concentram os melhores jogadores do mundo”.

“Temos visto o aumento da receita do futebol brasileiro e de fato, quando a seleção brasileira joga, todo mundo quer assistir”, considera. Já quando os times brasileiros estão jogando, porém, o interesse não se repete.

No novo ranking, referente à última temporada de futebol, o Flamengo chegou perto, mas não entrou. Teve receita de 141,2 milhões de euros – contra os 157,6 milhões do português Benfica, o 30º clube na lista. Para comparação, o líder Manchester United registrou 676,3 milhões de euros.

No ranking brasileiro, atrás do time carioca vieram o Palmeiras, com 118,7 milhões de euros, e o Corinthians, agora com 97 milhões de euros.

Ingressos, patrocínio, público na telinha

Bridge diz que, quando se considera o público internacional que assiste a futebol, atualmente o produto “que as pessoas mais querem ver” é a Premier League, a liga inglesa. Dos 20 primeiros colocados no ranking, dez são dela, um recorde.

“O fato de ter se tornado tão popular no mundo todo faz com que canais do mundo todo se disponham a pagar grandes somas para transmitir suas partidas. E essa popularidade colocou os times britânicos na Liga do Dinheiro (o ranking da Deloitte)”, diz o consultor.

“Isso cria um desafio para os clubes não apenas brasileiros, como do mundo todo, trabalharem para melhorar sua marca e sua imagem internacionais”, considera. “Por enquanto, o valor dos direitos de transmissão em outros países ainda não é o suficiente para impulsioná-los para o ranking.”

Entre outros itens, o ranking leva em conta a renda gerada com patrocínio, venda de ingressos, direitos de transmissão e negociações do passe de jogadores. Os títulos e resultados obtidos pelos clubes afetam esses ganhos e ajudam a definir os “vencedores”.

Segundo o relatório, a disputa pelo primeiro lugar foi a mais acirrada do histórico da série da Deloitte, com o Manchester United ficando na frente do Real Madrid por uma diferença de “apenas” 1,7 milhão de euros (676,3 milhões contra 674,6 milhões de euros).

O que garantiu a dianteira, segundo a Deloitte, foi a vitória do Manchester United na Liga Europa da Uefa, em Estocolmo – argumentando que a segunda principal competição de clubes do futebol europeu mostrou o seu valor.

Concentração financeira e geográfica

A concentração de receitas nos clubes no topo do ranking é expressiva: os três primeiros colocados (o Barcelona ficou em terceiro) têm, juntos, faturamento de 2 bilhões de euros. O valor equivale à soma dos 11 times que ocupam do 20º ao 30º lugar do ranking.

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