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Brasil A Receita Federal alerta para um novo golpe por correspondência. O contribuinte recebe em sua casa uma carta falsa pedindo os seus dados pessoais

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Reprodução parcial do falso documento enviado às vítimas. (Foto: Reprodução)

Um novo golpe em que criminosos usam o nome da Receita Federal para intimar contribuintes a regularizarem dados cadastrais vem se tornando cada vez mais frequente, alertou o órgão em comunicado. O método é o mesmo praticado há anos, mas dada a dificuldade de conseguir vítimas on-line, os criminosos passaram a enviar cartas endereçadas às residências dos contribuintes, e não mais e-mails.

“A orientação ao contribuinte é que, caso receba esse tipo de correspondência, destrua a carta e jamais acesse o endereço eletrônico indicado”, diz comunicado do órgão. A Receita Federal ainda alerta que o único endereço virtual que deve ser consultado sobre alterações de informações é o site oficial idg.receita.gov.br.

O órgão ressalta, ainda, que os dados bancários de pessoas físicas são informados à Receita Federal, por escolha do contribuinte, para a realização de débito automático ou depósito de restituição do Imposto de Renda. Caso não consiga utilizar os serviços virtuais, o contribuinte pode se dirigir a um Centro de Atendimento da Receita, cujos endereços também estão disponíveis no site.

Fiscalização

A Receita está atenta ao uso indevido dos serviços postais no País. Nas duas últimas semanas, uma força-tarefa do Ibama, Receita Federal e Correios apreendeu em São Paulo mais de mil animais em correspondências que entram e saem do Brasil.

Em vários Estados, técnicos destes três órgãos realizaram plantões no setor de remessas internacionais dos correios para a Operação Hermes, a fim de reconhecer e apreender malotes contrabandeados. A ação conseguiu interromper a viagem de muitas caixas contendo coisas que, ou não deveriam estar ali, ou deveriam ter autorizações específicas para serem despachadas.

Nos pacotes foram encontradas duas cobras, salamandras e escorpiões imperadores, todos ainda vivos. Chifres de kudu (um mamífero africano) procedentes de Israel foram apreendidos antes de chegar ao destinatário. Casacos de pele de um animal chamado mink e caixas com cílios postiços, feitos com o pelo desse mesmo animal vieram da China. A operação também interrompeu exportações irregulares.

No setor internacional dos Correios, que funciona como uma fronteira entre o Brasil e os outros países, são 8 mil remessas diárias só de exportação.  Mas nem tudo segue viagem: chapas de jacarandá da Bahia e os arcos feitos de pau-brasil, árvores ameaçadas de extinção, serviriam para fazer instrumentos musicais na Alemanha, Suíça e nos Estados Unidos, mas não estavam com todas as certificações.
A operação também chegou a interceptar malotes mandando mais de mil borboletas e mariposas do Brasil para o exterior sem os documentos exigidos.

“Esse material todo que está entrando no Brasil ou está saindo do Brasil, se está saindo é patrimônio nacional, do povo brasileiro, pode ser material genético importante. E o que está entrando pode ser algo nocivo à fauna e flora do Brasil. Então, é importante esse papel de identificação para ajudar o Ibama na tutela da fauna e flora brasileira”, explica José Edilson Marques Dias, superintendente do Ibama de São Paulo.

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