Sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Porto Alegre
Porto Alegre
27°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul Estudo diz que recursos digitais para a educação no Rio Grande do Sul têm melhores resultados no ensino médio

Compartilhe esta notícia:

Em um cenário pré-pandemia, desafio das escolas estava relacionado aos anos iniciais e mais ao conteúdo do que à infraestrutura

Foto: EBC
Maioria das escolas pretende aplicar reajuste de pelo menos 7%, mostra levantamento. (Foto: EBC)

O uso de tecnologias no ensino, acelerado em função da pandemia, apresenta maior eficácia para alunos do Ensino Médio. Além disso, as escolas têm melhor desempenho em relação a itens ligados à infraestrutura (disponibilidade e qualidade de equipamentos tecnológicos e acesso e conexão à internet) do que a conteúdos – como curadoria, acesso e uso de programas, aplicativos e conteúdos digitais nas instituições escolares.

Os dados integram o Índice de Preparação Para Uso de Recursos Educacionais Digitais nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul, estudo elaborado pelo DEE (Departamento de Economia e Estatística), vinculado à SPGG (Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão), e divulgado nesta terça-feira (26).

O indicador foi constituído por 12 variáveis que compõem quatro dimensões, cujo desenvolvimento tem de se dar conjuntamente para que as tecnologias sejam utilizadas com sucesso na educação; o material teve origem a partir de questionários para diretores, professores e alunos do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) de 2019.

Entre os recursos que os professores utilizam e consideram adequado está o projetor (60,8%). Esta mesma avaliação em relação ao computador é de 30% (para 26,2% há o uso, mas é razoavelmente adequado) e, além disso, 21,5% responderam que não usam ou não têm computador nas escolas.

A internet é usada, mas apontada como inadequada para 29,3% e adequada para 28%. Para o restante, é classificada como pouco adequada ou inadequada e 10,7% responderam que não usam ou não têm.

Em relação aos conteúdos, não são usados ou não existem softwares segundo 33,5% dos professores ou acervo multimídia para 21%. Os casos em que há uso e é considerado adequado é de 19,2% para softwares e 23,5% de acervo multimídia (os demais casos se dividem em razoavelmente adequado, pouco adequado e inadequado).

A maior parte dos professores se sentem razoavelmente preparados (53,4%) ou muito preparado (27,8%) para usar novas tecnologias de informação e comunicação na prática pedagógica (17,4% dos professores se dizem pouco preparados e 1,4%, nada preparados).

As formações e cursos realizados no ano para utilização de novas tecnologias em apoio às atividades contribuíram razoavelmente para 39,1% dos professores e muito para 25,7% (para 22,5% contribuiu pouco e para 12,7% não contribuiu).

Outra etapa do questionário foi realizada junto aos diretores, com foco em verificar se foram oferecidas no ano atividades de formação na área de novas tecnologias – a maioria (67,4%) apontou que sim.

“Para que sejam aproveitados os conteúdos digitais e a infraestrutura presentes no ensino médio, é necessário focar na melhor preparação dos professores para a utilização desses suportes e para que a competência dos professores seja melhor utilizada no ensino fundamental, é necessário reforço de infraestrutura e conteúdos”, destaca a pesquisadora do DEE/SPGG e autora do estudo, Daiane Menezes.

A realidade dos alunos

A maioria dos alunos (87,6%) tem wifi no domicílio e conta com pelo menos um computador em sua residência (71,3%), sendo que 44,4% têm um computador; 18,9%, dois; e 8% tem três ou mais. Porém, 23,2% não têm nenhum.

Em relação a tablets, a maioria não tem (61,4%); 25% tem um; 6,1%, dois; e 2,4% tem três ou mais. “É importante ressaltar que não há informação sobre o acesso ao equipamento. Em lares nos quais existe apenas um computador, esse pode ser, por exemplo, o instrumento de trabalho de alguma pessoa do domicílio e não estar disponível para uso do estudante”, observa a pesquisadora que destaca, ainda, que celulares não constavam como item do questionário.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Prévia da inflação tem maior taxa para outubro em 26 anos
Operação conjunta mira facção que pretendia se instalar no Sudoeste gaúcho
Deixe seu comentário
Pode te interessar