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Economia Prévia da inflação tem maior taxa para outubro em 26 anos

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De acordo com o levantamento, a variação foi de 0,06 ponto percentual acima da taxa registrada em setembro (1,14%)

Foto: Marcello Casal Jr./ABr
Taxas cobradas cresceram, em média, 15,8% entre janeiro e novembro. (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)

A prévia da inflação de preços no Brasil, o IPCA-15, avançou 1,2% em outubro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o levantamento, a variação foi de 0,06 ponto percentual acima da taxa registrada em setembro (1,14%). O resultado foi o maior para outubro desde 1995 (1,34%), além da maior alteração mensal desde fevereiro de 2016 (1,42%).

Com a sequência de altas, o indicador agora acumula ganho de 8,3% neste ano e de 10,34% nos últimos 12 meses. Em outubro de 2020, a taxa foi de 0,94%. O IBGE indicou o registro de alta em todas as áreas pesquisadas.

O menor resultado para o décimo mês do ano foi em Belém (0,51%). Porto Alegre ficou entre as quatro capitais com maior variação, 1,20%, perdendo apenas para Curitiba (1,58%), São Paulo (1,34%) e Rio de Janeiro (1,22%). Na variação acumulada registrada no trimestre, a Capital gaúcha teve 9,38, enquanto nos 12 meses anteriores foi de 11,85%.

Impactos

Conforme o IBGE, novamente, a disparada nos preços da energia elétrica (3,91%) representou o maior impacto individual da prévia da inflação. A alta ocorre em meio à adoção da bandeira tarifária Escassez Hídrica, que tem um custo adicional de R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, o mais alto entre todas as bandeiras.

Outra contribuição importante dentro do grupo de habitação, que registrou alta de 1,87% na primeira quinzena de outubro, partiu do gás de botijão, com alta de 3,8% no período. Trata-se do 17º mês consecutivo de avanço no preço do item, que acumula alta de 31,65% somente neste ano.

Entre os grupos, o impacto mais significativo veio dos Transportes (2,06%) através das passagens aéreas que subiram 34,35% e contribuíram com 0,16 p.p. para o resultado do mês. Houve alta em todas as regiões, sendo a menor delas em Goiânia (11,56%) e a maior em Recife (47,52%).

O resultado do setor foi influenciado também pela alta nos preços dos combustíveis (2,03%). A gasolina subiu 1,85% e acumula 40,44% nos últimos 12 meses. Os demais combustíveis também subiram: etanol (3,20%), óleo diesel (2,89%) e gás veicular (0,36%).

Alimentos

Grupo de destaque na apuração da inflação todos os meses, os alimentos e bebidas saltaram 1,38%, influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, cuja taxa passou de 1,51% em setembro para 1,54% em outubro.

O peso no bolso para comer dentro da própria casa partiu das altas registradas nos preços das frutas, que ficaram 6,4% mais caras no período. Houve altas também nos preços do tomate (23,15%), da batata-inglesa (8,57%), do frango em pedaços (5,11%), do café moído (4,34%) do frango inteiro (4,20%) e do queijo (3,94%).

Por outro lado, deram um alívio no bolso das famílias os preços da cebola (-2,72%) e, pelo nono mês consecutivo, do arroz (-1,06%). As carnes, por sua vez, registraram deflação de 0,31% e ficaram mais em conta pela primeira vez em 17 meses.

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