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Economia Recursos para a compra de imóveis subiram quase 113% no primeiro trimestre e atingiram 43 bilhões de reais, com mais de 187 mil unidades vendidas

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Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) atingiram R$ 18,35 bilhões em março de 2021. (Foto: Diogo Moreira/Gov-SP)

O volume de financiamentos imobiliários cresceu quase 113% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com os três primeiros meses do ano passado. Segundo dados divulgados pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), as operações entre janeiro e março chegaram ao valor recorde de um pouco mais de 43 bilhões de reais, com 187,6 mil unidades vendidas.

De acordo com os dados, os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) atingiram R$ 18,35 bilhões em março de 2021, maior volume nominal mensal registrado na série histórica iniciada em 1994. O montante foi 47,4% superior ao registrado em fevereiro e, comparado com março do ano passado (R$ 6,73 bilhões), observou-se crescimento de 172,7%.

Segundo a Abecip, o primeiro trimestre de 2021, o montante financiado somou R$ 43,09 bilhões, alta de 112,8% em relação a igual período do ano passado.

No acumulado de 12 meses, entre abril de 2020 e março de 2021, o montante financiado somou R$ 146,81 bilhões, alta de 76,1% em relação ao período anterior.

Foram financiados em fevereiro de 2021, nas modalidades de aquisição e construção, 81,9 mil imóveis, resultado 61,8% maior que o de fevereiro. Comparado a março de 2020, observou-se alta de 219,4%, mas neste caso não se pode ignorar os primeiros efeitos da pandemia do coronavírus.

Nos primeiros três meses de 2021 foram financiados, com recursos da poupança do SBPE, 187,6 mil imóveis, resultado 137,3% superior ao do primeiro trimestre de 2020.

E em 12 meses, entre abril de 2020 e março de 2021, foram financiados com recursos da poupança 535,3 mil imóveis, resultado 70,8% superior ao do período precedente (313,4 mil unidades).

Captação líquida da poupança

A captação líquida da poupança SBPE encerrou março em -R$ 4,85 bilhões, terceiro resultado negativo do ano. Sazonalmente, março tende a ser um período inexpressivo em termos de desempenho da poupança. Na séria histórica iniciada em 1995, observa-se que em 59% dos meses de março a captação líquida foi negativa, além disso em 15% desses meses, não superou a tênue marca de R$ 1 bilhão.

“Contudo, não se deve ignorar o impacto do recrudescimento da pandemia. Medidas mais rígidas de distanciamento social e seus efeitos no emprego e renda podem ter afetado o comportamento dos depósitos de poupança em março. Outros fatores a serem levados em conta são a diminuição do valor do auxílio emergencial em 2021 e a quantidade de pessoas elegíveis ao benefício”, diz a Abecip.

Com isso, o saldo da poupança SBPE encerrou março em R$ 778,8 bilhões, recuando 0,5% no mês. Em termos anuais, houve crescimento de 18,1% em relação a março do ano passado. As informações são da Abecip.

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