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Colunistas Redução da jornada exige diálogo e respeito às diferentes realidades

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Foto: Leonardo Conturis/CMPA

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A votação da proposta de redução da jornada de trabalho, que deverá voltar à pauta do Congresso após o período eleitoral, recoloca em debate um tema relevante: a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Melhorar as condições de trabalho é necessário, mas mudanças estruturais dessa dimensão precisam considerar as diferentes realidades produtivas e ser construídas com responsabilidade, diálogo e visão de longo prazo.

Propostas como a redução da jornada devem ser discutidas nos instrumentos mais adequados, como em convenções e acordos coletivos. É nesse ambiente que trabalhadores e empresas podem avaliar as particularidades de cada atividade e construir soluções que conciliem proteção, produtividade e sustentabilidade.

Na construção civil, essa necessidade é ainda mais evidente. Uma obra envolve um ciclo longo de produção e investimento, que pode chegar a quatro ou cinco anos entre planejamento, aprovação, execução e entrega.

O trabalho se desenvolve por etapas, com cronogramas e contratos que exigem previsibilidade. Mudanças na jornada precisam considerar essa dinâmica para evitar impactos sobre a execução dos empreendimentos, os custos e a geração de empregos.

Também é preciso avaliar os efeitos sobre a renda dos trabalhadores. Embora mais tempo para a família e o descanso seja desejável, uma redução generalizada da jornada pode, em algumas situações, levar trabalhadores a buscar outras fontes de renda, inclusive na informalidade, para manter o equilíbrio entre despesas e receitas.

O caminho está em fortalecer a negociação coletiva, permitindo que cada setor encontre alternativas adequadas à sua realidade.

Melhorar as condições de trabalho, preservar empregos, estimular investimentos e garantir a sustentabilidade das empresas não são objetivos incompatíveis. São partes de uma mesma equação, que precisa ser construída com responsabilidade, diálogo e respeito às diferentes realidades econômicas.

*Por Rafael Garcia, presidente do Sinduscon-RS

(Foto: Divulgação)

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O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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