Segunda-feira, 13 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de julho de 2026
O preço do petróleo disparou nessa segunda-feira (13) no mercado internacional por causa da troca de ataques militares entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent, referência global da economia, está sendo negociado a quase 80 dólares, uma alta de 4% no dia e de 10% em relação a segunda-feira da semana passada.
As principais bolsas asiáticas também fecharam em queda, com o aumento da tensão no Oriente Médio.
A principal preocupação dos investidores é com a segurança do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto de todo o petróleo consumido no mundo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) que Washington vai cobrar um pedágio de 20% no Estreito de Ormuz e que o bloqueio aos portos iranianos será retomado.
Nesta madrugada, o Irã informou ter atacado instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia.
A ofensiva foi uma retaliação a mais um bombardeio das forças americanas ao território iraniano na noite de domingo.
O comando americano diz que o objetivo desses ataques é tentar diminuir a capacidade do Irã de interferir na navegação do Estreito de Ormuz.
Esperar para ver
Os analistas consultados são unânimes ao descrever o momento como de cautela. Eles indicam que tudo vai depender da duração do conflito, e que uma agressão pontual não deve gerar mudanças estruturais nos cenários.
“O ponto de atenção é não extrapolar um dia de pânico para uma tendência. O cessar-fogo entre EUA e Irã é frágil, mas existe, e o mercado já mostrou nesse ciclo que devolve prêmio de risco tão rápido quanto embute. Um Brent subindo quase 6% no dia com o S&P caindo menos de 1% sugere que, por ora, o choque está concentrado em energia e não virou aversão a risco generalizada”, pondera Daniel Borges, CEO da Route Investimentos.
“O que muda a fotografia de verdade é o Irã ameaçar fechar Ormuz de fato ou uma interrupção prolongada de fluxo. Até lá, o cenário base é volatilidade alta, e não necessariamente petróleo estruturalmente mais caro”, pontua.
Adriano Birle ressalta que, no momento, o quadro é de aumento do prêmio de risco no curto prazo, mas não necessariamente ainda uma reversão.
“E pra dizer que haveria uma reversão seria necessário aguardar os próximos desdobramentos dessa situação”, enfatiza.
O problema indicado é que, exatamente por conta dessa volatilidade geopolítica e fragilidade da relação diplomática, o “cenário é muito nebuloso para os próximos meses”, segundo Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da Stonex.
Questionado sobre as projeções para preços do petróleo, Cordeiro avalia que a estimativa pode ficar “um pouco desatualizada” com os novos desdobramentos no Oriente Médio. Com informações dos portais CBN e CNN.
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