Terça-feira, 19 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de novembro de 2025
Deputado federal Guilherme Derrite anunciou que fará uma nova alteração no texto que elabora sobre o projeto.
Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SPO deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) anunciou nesta terça-feira (11) que fará uma nova alteração no texto que elabora sobre o projeto antifacção. O parlamentar desistiu de equiparar crimes cometidos por organizações criminosas ao terrorismo, como previa a proposta original.
“Vamos manter um texto duro, isso eu não abro mão desse marco legal do combate ao crime organizado. Enquanto a lei de terrorismo continua do jeito que está, o marco legal contra o crime organizado aumenta as penas de prisão”, afirmou Derrite em entrevista coletiva.
A mudança ocorre após críticas do governo Lula, da Polícia Federal e de integrantes do Ministério Público. A proposta inicial do relator previa alterar a lei de combate ao terrorismo, o que, segundo a PF, criaria problemas e limitações à atuação da corporação.
Derrite rebateu as críticas e negou que tenha recuado. “O que você chama de recuo eu chamo de estratégia para beneficiar a população”, justificou. Ele também classificou como “narrativa” a ideia de que sua proposta restringiria o trabalho da Polícia Federal.
Durante a coletiva, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu o diálogo: “Nós fizemos já toda uma construção dessa pauta, e não seria agora que nos negaríamos a dialogar. Ao final, quem ganha é o país. Eu vejo aqui um momento de grande construção política”, afirmou.
Como a repressão a terroristas é competência exclusiva da União, as polícias estaduais ficariam fora da atuação prevista no texto original. Para contornar isso, Derrite fez uma primeira alteração: incluiu que parte dos crimes seria de competência dos Estados.
O deputado disse ter tomado conhecimento da polêmica por meio da imprensa. Essa mudança, porém, gerou reação entre os interlocutores da Polícia Federal. Nesta terça-feira, Derrite chegou a sugerir que bastaria à PF solicitar autorização ao governo estadual para atuar, mas novamente foi alvo de críticas.
Também nesta terça, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o relatório poderia facilitar a atuação de organizações criminosas. Ele citou como exemplo operações da Receita Federal, como a Operação Cadeia de Carbono, que combate fraudes na importação de combustíveis e já apreendeu dois navios no Rio de Janeiro.
“Toda a operação contra a máfia de combustíveis no RJ ficaria comprometida se o relatório do Derrite for aprovado. Não é possível que dois anos de trabalho contra o crime organizado será colocado em risco”, disse Haddad.
O ministro também declarou que, na avaliação dele, o texto “fortalece o próprio crime organizado” e criticou a falta de diálogo do relator com o governo e com a Receita Federal durante a elaboração do parecer.
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Teu cú !
Esses marginais da direita golpista são umas figuras alopradas. Como tem aloprado nessa direita golpista.
Perderam Mais Uma?
Ningen Saiu en Defesa do Deputado.
Porque Tanto Medo de PF?
Porque Tanto Medo MPF?
E comer teu ku arrombado fdp
Calate imbecil !
Terrorista é quem tenta dar golpe de estado.
o governo a favor das fações? que novidade, estão infiltrados em todos os poderes, um careca metido a juiz é o cabeça da operação
Mas após a fala do excelentíssimo presidente petralha na Malásia vc queria o que ?
Terroristas é a Direita que nos anos 70 , sequestrou, assaltou ban os e hoje ganha 25 mil por mês porque carregou um fuzil pra sequestrar o cônsul americano.