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Notícias Relatora da CPMI dos Atos Extremistas de 8 de janeiro não descarta depoimento de Bolsonaro

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Senadora afirmou, que serão utilizados todos os instrumentos disponíveis no âmbito da comissão. (Foto: AG)

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os atos extremistas do 8 de janeiro foi instalada na última semana e, apesar de estar no início dos trabalhos, as especulações sobre quem será convidado para prestar depoimentos já ocorrem nos bastidores. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA), eleita relatora dos trabalhos, não descartou a possibilidade de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja chamado.

“Se o ex-presidente Jair Bolsonaro será convocado ou não, é um debate que poderá ocorrer ao longo do processo”, disse à imprensa ao final da reunião. “Hoje eu não posso antecipar se haverá a convocação dele. Mas um ponto é fundamental: nós buscaremos quem financiou e quem foi o autor intelectual do ato do dia 8 de janeiro”, afirmou a senadora.

A relatora garantiu que serão usados todos os instrumentos dos quais os parlamentares dispõem para a investigação. “Vamos fazer as diligências necessárias e fazer as requisições necessárias. Uma CPI pode quebrar sigilo, uma CPI pode fazer mandado de busca e apreensão, vai convocar, enfim, nós vamos na verdade utilizar os instrumentos que estão à nossa disposição”, assegurou.

A expectativa é que na próxima reunião seja apresentado e detalhado o plano de trabalho para que, na reunião seguinte, já sejam iniciadas as oitivas, fazendo as primeiras convocações. “Uma CPI tem uma característica própria que é a delimitação de prazos, então você tem um tempo que é muito rápido, e esse tempo passa se você não tiver a perspicácia e a inteligência, e a sensatez de buscar os pontos principais, você acaba realmente perdendo com o tempo”, alertou Eliziane.

Bate-boca

Um elemento que deve influenciar a convocação de Bolsonaro ao colegiado é o tom que a CPI terá. A primeira sessão foi de bate-boca entre governistas e oposição por causa da relatoria. Opositores criticaram o nome de Eliziane por sua proximidade com o ministro Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública). No entanto, os congressistas chegaram a um acordo para ter um integrante do PL na mesa. O senador Magno Malta (PL-ES) ficou com a 2ª vice-presidência, cargo criado para apaziguar os ânimos.

“Essa negociação [da criação da 2ª vice-presidência] aconteceu justamente dentro desse clima que está instalado na CPI de que para que ela tenha credibilidade, tem que ter uma participação plural”, disse o presidente da CPI, deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), a jornalistas.

Outro elemento que deve influenciar os andamentos do colegiado sobre os atos extremistas é a CPI do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). A comissão é palco de bate-boca entre oposição e governo e é controlada por deputados opositores. Com as CPIs do 8 de Janeiro e do MST, há 4 comissões de inquérito instaladas no Congresso. As outras são sobre apostas esportivas e sobre o rombo da Americanas.

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