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Geral Relatório da CPI da CEEE Equatorial será votado nesta segunda-feira com sessão aberta ao público e transmissão ao vivo

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Diretor-presidente da CEEE Equatorial, Riberto José Barbanera, participou de oitiva na CPI no último dia 1°. (Foto: Marlon Kevin/CMPA)

Chega ao fim na próxima segunda-feira (15), os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação da CEEE Equatorial. A última reunião da Comissão será para a votação do relatório e aprovação de atas. A sessão acontece a partir das 9h, no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre, e será aberta ao público, com transmissão ao vivo pela TV Câmara, no YouTube.

A CPI investiga o estado estrutural do sistema elétrico de distribuição e fornecimento de energia elétrica em Porto Alegre; o cumprimento do cronograma de manutenção da rede e demais serviços; se os equipamentos implantados vêm seguindo critérios técnicos a fim de evitar danos à rede de esgoto cloacal e pluvial; a real composição do quadro de funcionários diretos e contratados da concessionária; o planejamento e a execução do plano de pronta resposta quanto ao religamento do sistema após a ocorrência de eventos climáticos; o planejamento e a execução do manejo arbóreo; o relacionamento da concessionária com seus clientes e denúncias de cobranças irregulares e abusivas por parte da concessionária.

No último dia 1°, a CPI realizou reunião para oitiva do diretor-presidente da CEEE Equatorial, Riberto José Barbanera.

No início da oitiva, Barbanera contou que ocupa o cargo desde agosto de 2023. A presidente da Comissão, vereadora Cláudia Araújo (PSD), abriu a rodada de perguntas questionando qual é valor pago pela Prefeitura de Porto Alegre à Equatorial e quais os maiores problemas em relação ao serviço. Também se há um contato direto com o gabinete do prefeito e o que foi investido na rede elétrica desde o evento de 16 de janeiro.

Barbanera contextualizou que são 698 mil clientes em Porto Alegre, sendo a Capital um dos principais clientes da concessionária. Quanto aos valores pagos, apontou que não tinha os números precisos: “eu arrisco dizer que deve pagar algo em torno de R$ 4 a 5 milhões pra nós, mas posso estar equivocado neste número”. Disse que tem um contato direto com a Prefeitura e tem gestores específicos para atender ao poder público. Com relação às falhas de rede, ele afirmou que assumiram a concessão em julho de 2021 e que a rede estava carente de investimentos, sem recursos aportados adequadamente e que dos 800 mil postes em funcionamento, 70% eram de madeira, em estado de apodrecimento. Falou que a Equatorial acertou os repasses de ICMS ao Estado que, segundo ele, a CEEE pública não repassava, gerando um passivo que a empresa herdou.

De acordo com o presidente, desde que assumiram a CEEE, “já foram praticamente R$ 2 bilhões investidos em melhoria de rede, em tecnologia, em instalar equipamentos que possam ser comandados pelo centro de tele operação, e nós estamos fazendo isso”. Mas ponderou que ainda há muito por fazer e que a maior falha da empresa “foi não deixar claro para a sociedade gaúcha que a privatização não é um virar de chaves, que no dia seguinte tudo estaria ok”, que há um período de tempo necessário para suprir o atraso existente, para botar tudo em patamares adequados, justificou.

Ele atribuiu a uma postura “low profile” a falta de comunicação da Equatorial com a sociedade e a opção da empresa por fazer investimentos em linhas de transmissão e redes de subestação, que não “aparecem” para a população. “A empresa foi tímida em informar tudo aquilo que estava sendo feito”, explicou. Também a priorização da concessionária em regularizar o fornecimento de energia elétrica em áreas irregulares, muito em razão do risco que “gambiarras na rede elétrica” podem trazer à vida das pessoas.

Sobre as podas de árvores, afirmou que tem parceria com as Prefeituras nos municípios. De acordo com Barbanera, a questão das árvores ficou muito evidente no evento de 16 de janeiro, que atingiu uma rede elétrica já fragilizada. Ele admitiu que a reposta a eventos como este precisa ser melhorada. Lembrou do termo de compromisso firmado entre a CEEE Equatorial e a Prefeitura, mediado pelo Mistério Público (MP), e que já está sendo operacionalizado. Garantiu que a empresa está atuando em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) na poda de árvores na cidade, em áreas prioritárias. “Nós precisamos primeiro pensar em evitar as ocorrências. E depois estarmos também, obviamente, melhor preparados para quando elas ocorrerem”, declarou.

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