Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020

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Saúde Remédio para asma se mostra promissor no tratamento contra a doença de Alzheimer

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O salbutamol, medicamento comum para asma, tem potencial como tratamento para a doença de Alzheimer. (Foto: Reprodução)

Um novo estudo revelou que o salbutamol, medicamento comum para asma, tem potencial significativo como tratamento de baixo custo e resposta rápida para a doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência, que afeta 47 milhões de pessoas em todo o mundo e não tem cura. 

Ainda em estágio inicial, a pesquisa liderado por cientistas da Universidade de Lancaster, na Inglaterra, mostra que o remédio é eficaz na redução do acúmulo de fibras insolúveis da proteína tau, encontrado no cérebro de pessoas com doença de Alzheimer. Essas fibras microscópicas se acumulam em emaranhados neurofibrilares e podem causar desestabilização dos neurônios, morte de células cerebrais e são uma característica essencial da progressão da doença.

O estudo examinou uma seleção de mais de 80 compostos e medicamentos existentes simultaneamente para determinar sua eficácia na prevenção da formação de fibrilas tau. E revelou quatro drogas atuais como possíveis candidatas. Por ser facilmente ingerido, absorvido pelo cérebro e permanecer no corpo por várias horas, o salbutamol foi a que mostrou mais potencial para um novo tratamento contra o Alzheimer.

Nosso trabalho destaca o impacto potencial do redirecionamento de medicamentos para usos médicos secundários, descobrindo uma nova estratégia terapêutica que impede a patologia molecular da doença de Alzheimer e que poderiam não ser estudados”, afirmou David Townsend, principal autor da pesquisa: “O salbutamol já passou por extensas revisões de segurança e, se pesquisas posteriores revelarem uma capacidade de impedir a progressão da doença de Alzheimer em modelos celulares e animais, esse medicamento poderá oferecer um passo adiante, reduzindo drasticamente o custo e o tempo associados ao desenvolvimento típico de medicamentos”.

Os pesquisadores dizem que os inaladores atuais de asma resultam em apenas uma pequena quantidade de salbutamol atingindo o cérebro e, portanto, se outras pesquisas forem bem-sucedidas, também será necessário desenvolver um novo método de administração. Eles acrescentam que pesquisas futuras também podem se concentrar em outros medicamentos para a asma que são quimicamente semelhantes ao salbutamol, mas que circulam na corrente sanguínea por muito mais tempo.

“Este trabalho está nos estágios iniciais e estamos longe de saber se o salbutamol será ou não eficaz no tratamento da doença de Alzheimer em pacientes humanos. No entanto, nossos resultados justificam ainda mais testes de salbutamol e drogas similares em animais e eventualmente, se bem-sucedidos, em ensaios clínicos”, disse David Middleton, co-autor da pesquisa.

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