Domingo, 28 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
16°
Light Rain

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Rendimento médio dos brasileiros chega a R$ 3.057, o maior valor desde 2012

Compartilhe esta notícia:

O valor representa um aumento de 2,9% em relação a 2023

Foto: Agência Brasil
Uma proposta expande BPC; outra pode custar R$ 40 bi ao ano com piso de médicos e dentistas. (Foto: Agência Brasil)

O rendimento médio real dos brasileiros chegou a R$ 3.057 em 2024, o maior valor registrado desde 2012. Essa quantia vem do trabalho, de programas sociais, aposentadoria, pensões ou outras fontes, como aluguéis, aplicações financeiras e bolsas de estudo.

O valor superou o recorde registrado até então, quando a média dos rendimentos dos brasileiros era de R$ 2.974. Além disso, representa um aumento de 2,9% em relação a 2023, quando o rendimento médio da população foi de R$ 2.971 – um aumento de 3,3% em relação aos R$ 2.948 registrados em 2019, antes da pandemia de coronavírus.

Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada nesta quinta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Além do aumento do rendimento médio real, ou seja, descontada a inflação do período, também houve uma elevação na parcela da população que possui algum rendimento.

De acordo com a Pnad, do total de pessoas residentes no Brasil em 2024, 66,1% (o equivalente a 143,4 milhões) tinham alguma renda. Em 2023, esse percentual era de 64,9%.

De acordo com o analista do IBGE Gustavo Fontes, o aumento do rendimento médio no Brasil foi puxado principalmente pelo trabalho. “Apesar de programas sociais do governo importantes terem também contribuído para esse crescimento, o rendimento do trabalho em 2024 foi bastante importante no crescimento do rendimento de todas as fontes”, explicou.

A pesquisa traz também o rendimento mensal real domiciliar per capita, ou seja, dividido por todas as pessoas da residência, incluindo os que não possuem nenhuma renda.

Esse valor também foi, em 2024, o maior da série histórica (R$ 2.020) e significa um aumento de 4,7% em relação a 2023. Em relação a 2012, ano inicial da série histórica, quando esse rendimento era de R$ 1.696, a elevação foi de 19,1%.

Os rendimentos provenientes do trabalho representam 74,9% do total da renda domiciliar, e as demais fontes de renda, 25,1%.

Fontes de rendimento

Em 2024, aumentou tanto o valor do rendimento recebido pelo trabalho quanto o número de pessoas trabalhando. Segundo a Pnad, 47% da população de 14 anos ou mais tinha algum rendimento frequente por trabalho.

Essa porcentagem equivale a 101,9 milhões de pessoas e é a maior da série histórica. Em 2024, cresceu 1 ponto percentual em relação a 2023, quando 46% possuíam rendimentos por trabalho.

O valor médio recebido pelo trabalho também bateu o recorde da série histórica, chegando a uma média de R$ 3.225. O recorde anterior foi registrado em 2020, com uma média de R$ 3.160.

Além do rendimento por trabalho, a pesquisa mostra que 13,5% da população tem rendimento de aposentadoria e pensão, com uma média de R$ 2.520; 9,2%, de programas sociais do governo, recebendo, em média, R$ 771; 2,2%, de pensão alimentícia, doação e mesada, com uma média de R$ 836; 1,8%, de aluguel e arrendamento, com média de R$ 2.159; e 1,6% possuem outros rendimentos, de R$ 2.135, em média.

Embora corresponda à menor fatia dos rendimentos, em 2024, a categoria outros rendimentos foi a que apresentou o maior aumento em relação a 2023, de 12%. A categoria engloba, por exemplo, seguro desemprego e seguro defeso, rentabilidade de aplicações financeiras, bolsas de estudos, direitos autorais e exploração de patentes.

Regiões

De acordo com a Pnad, a Região Sudeste apresentou a maior massa de rendimento do Brasil, com R$ 217,4 bilhões, o que corresponde à quase metade (49,6%) da massa total.

Já as regiões Sul, com R$ 77,3 bilhões, e Nordeste, com R$ 76,9 bilhões, respondem juntas por um pouco mais de um terço da massa do Brasil.

As regiões Centro-Oeste, com R$ 40 bilhões, e Norte, com R$ 26,7 bilhões, as menos populosas, são responsáveis pelo equivalente a 9,1% e 6,1% do total do País.

Entre 2023 e 2024, todas as regiões apresentaram aumento na massa de rendimento domiciliar per capita. De acordo com a pesquisa, as regiões Nordeste e Sul se destacaram, com aumentos respectivos de 11,1% e 11,9%.

Nas outras regiões, o crescimento no ano variou 2,3% no Sudeste e 3,1% no Norte.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

6 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Vanderlei Ochoa
8 de maio de 2025 15:21

Narrativas…palavra que a direita usa para dizer que é mentira…Mas o povo sabe quem é quem, Magda

Denise Goulart de Munhós
8 de maio de 2025 14:31

Será que o brasileiro vai engolir mais essa narrativa????

Vanderlei Ochoa
8 de maio de 2025 15:20

Narrativas…uhhhmmm

Fernando Krause
8 de maio de 2025 14:50

Narrativas mentirosas ou para enganar trouxas são aquelas que incluem as bolsas-votos como renda de trabalho e seus beneficiários como “empregados”…
O lulopetismo é uma fábrica de falcatruas e mentiras!

Vanderlei Ochoa
8 de maio de 2025 15:13

Brasil voltando aos bons tempos entre 2003 a 2012. Vejam o quanto o golpe em cima da presidenta Dilma e a eleição do golpista prejudicaram o trabalhador. Parabéns ESTADISTA LULA.

Vanderlei Ochoa
8 de maio de 2025 15:54

Bolsa subindo, dólar caído, salários melhorando e a direita golpista e incompetente atacando o governo eleito pelo povo honesto e a SUPREMA CORTE….são uns xinfronesios mesmo…quaquaquaqua

Presidente do INSS determina bloqueio de novos descontos de empréstimos consignados
Em Gravataí, Ordem dos Advogados do Brasil promove evento para debater Direito ao Trabalho Digno
Pode te interessar
6
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x