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Política Reprovação do Supremo cai 10 pontos percentuais desde o último levantamento

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O processo de vitaliciedade inicia após o magistrado tomar posse do cargo. Os membros só deixam a função no Tribunal por meio de aposentadoria. (Foto: Antonio Augusto/SCO/STF)

A imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) melhorou em março deste ano diante da população brasileira, segundo o Datafolha. Pesquisa do instituto, divulgada nessa terça-feira (26), mostra que a avaliação negativa do trabalho dos ministros da Corte caiu dez pontos percentuais frente a dezembro, de 38% para 28%, enquanto a positiva passou de 27% para 29% no mesmo período e ficou estável, dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou menos.

O desempenho do tribunal voltou a ser considerado regular pela maior fatia da população — 40% dos entrevistados —, cenário registrado em anos anteriores e que havia mudado no fim do ano passado, com a avaliação negativa superando a regular. Em dezembro, 31% avaliavam a atuação da Corte como regular.

Os números foram divulgados pelo jornal Folha de S. Paulo. A série histórica do Datafolha revela que o atual percentual dos que veem o Supremo como ruim ou péssimo é o segundo menor desde dezembro de 2019. Em maio de 2020, essa percepção sobre a Corte atingiu numericamente o menor patamar, de 26%.

O último levantamento, de dezembro do ano passado, mostrava que a reprovação havia alcançado o segundo maior índice da série histórica. Na época, o percentual de ruim e péssimo havia crescido sete pontos percentuais. Houve, portanto, uma mudança de tendência na nova pesquisa.

Nos últimos meses, o STF tem protagonizado decisões que miram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados, como o julgamento dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e as relacionadas às apurações da Polícia Federal sobre uma tentativa de golpe de Estado que teria sido capitaneada pelo ex-presidente e membros do seu governo. Os processos estão sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Ao longo de seu mandato, entre 2019 e 2022, o ex-presidente e seus apoiadores fizeram ataques constantes ao tribunal e a seus ministros. Esses episódios motivaram a abertura pelo tribunal de um inquérito para investigar campanhas de desinformação contra a instituição.

No ano passado, o tribunal também entrou na mira do campo da direita por pautar temas como a legalização do aborto nas primeiras 12 semanas de gestação e critérios para diferenciar o porte de maconha para usuários e traficantes. Desde setembro, a Corte é presidida pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Lulistas e bolsonaristas

Os dados do Datafolha mostram que apoiadores do PL, partido de Bolsonaro, desaprovam mais as ações da Corte — 65% avaliam como ruim ou péssimo seu trabalho. O mesmo vale para os que veem o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de forma negativa. Nesse grupo, 63% consideram a atuação do STF ruim ou péssima. Também reprovam mais os ministros aqueles que são mais instruídos, com curso superior completo (41%).

Já os simpatizantes do PT, partido de Lula, são os mais satisfeitos com o trabalho do STF. Nesse grupo, 49% dos entrevistados consideram a atuação do Supremo ótima ou boa. Entre os que avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, o índice chega a 55%.

Desde que assumiu a Presidência, Lula tem se aproximado do Supremo. Os acenos incluem, inclusive, jantares com os ministros, prática também adotada em mandatos anteriores do petista. A estratégia é manter um bom ambiente institucional, após as crises entre os dois Poderes durante a gestão Bolsonaro. No seu terceiro mandato, Lula fez duas indicações à Corte: Cristiano Zanin e Flávio Dino.

A pesquisa Datafolha ouviu presencialmente 2.002 eleitores de 16 anos ou mais em 147 municípios pelo Brasil nos dias 19 e 20 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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