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Mundo Resistentes a apoiar a ex-presidente Cristina Kirchner, sindicatos promoveram uma greve geral na Argentina

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Macri perdeu as eleições primárias para a chapa que tem Cristina Kirchner como vice. (Foto: Reprodução)

A greve que ocorreu nesta terça-feira (30), na Argentina, foi “uma manifestação de repúdio a um governo que fracassou em tudo”, segundo o veterano líder sindical Hugo Moyano, de 75 anos, organizador do ato que envolve os principais sindicatos da Argentina.

Antes vinculado ao governo de Néstor Kirchner (2003-2007), Moyano se distanciou com o tempo de Cristina Kirchner quando esta era presidente (2007-2015). A ex-mandatária preferiu não se apoiar tanto nos sindicalistas, como fazia o peronismo no passado, e passou a se unir a organizações estudantis, como o La Cámpora.

“Vamos esperar que a ex-presidente apresente suas ideias para pensarmos em um provável apoio. Por ora, saímos às ruas com o único propósito de chamar a atenção para a fome, a miséria, o empobrecimento da população e a desaparecimento dos empregos e dos direitos dos aposentados”, declarou Moyano a meios argentinos, quando explicou como ocorrerá a greve.

Sindicatos de diversos setores – funcionalismo, transportes, educação, saúde e bancário – aderiram à paralisação, que, por outro lado, não conta com a participação da CGT (Confederação Geral do Trabalho), maior organização sindical do país.

A CGT sairá às ruas nesta quarta-feira (1º), quando se celebra o Dia do Trabalhador. A greve forçou o cancelamento de pelo menos 440 voos, afetando cerca de 32 mil passageiros. Já na Avenida 9 de Julho, coração de Buenos Aires, manifestantes e policiais entraram em conflito.

No poder desde o fim de 2015, Macri não conseguiu cumprir sua promessa de conter a inflação e evitar a deterioração do peso argentino. Em busca da reeleição neste ano, o presidente pediu um resgate do Fundo Monetário Internacional (FMI) e anunciou até um congelamento de preços e tarifas para enfrentar a crise.

Macri culpa “fatores externos” e a “herança negativa” deixada pelos governos kirchneristas.

​Nos últimos dias, a cúpula do governo Macri se ocupou em dar fim aos rumores de que sua candidatura, caso a economia não se recupere nos próximos meses, dê lugar ao chamado “plano V”.

Este consistiria em apresentar como candidata, pela aliança governista Cambiemos, não o presidente, e sim a governadora da Província de Buenos Aires, Maria Eugenia Vidal, cuja popularidade está mais preservada. Pesquisas recentes mostram que sua popularidade ainda ronda os 40%, enquanto a de Macri está em queda livre, por volta dos 30%.

Vidal, porém, afirmou na sexta-feira (26) que só seria candidata “se Mauricio pedisse”. O presidente, em entrevista a uma emissora de TV, teceu vários elogios à governadora e apresentou-a como um dos principais quadros de seu time.

Contudo, afirmou que, por enquanto, não desistiu da candidatura e que ela deveria, sim, concorrer, mas novamente na Província. Esta última eleição é chave, pois é na Província de Buenos Aires, cuja capital é La Plata, que se concentra 38% do eleitorado de toda a Argentina.

 

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