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Economia Retiradas de recursos da poupança superam os depósitos em R$ 45,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano

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Essa foi a maior saída de valores da poupança, no período de janeiro a março, desde 2023

Foto: Freepik
. (Foto: Freepik)

As retiradas de recursos da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 45,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano, informou nesta segunda-feira (7) o BC (Banco Central).

De acordo com a autoridade monetária, nos três primeiros meses deste ano, os depósitos somaram R$ 998,51 bilhões, e as retiradas totalizaram R$ 1,04 trilhão.

Essa foi a maior saída de valores da poupança, no período de janeiro a março, desde 2023, quando R$ 51,2 bilhões deixaram a modalidade de investimentos. No mesmo período do ano passado, as retiradas somaram R$ 22,6 bilhões.

A evasão de recursos da poupança por mês foi a seguinte: janeiro (R$ 26,22 bilhões), fevereiro (R$ 8 bilhões) e março (R$ 11,45 bilhões).

Cenário da economia

A retirada de recursos da caderneta de poupança acontece em um cenário de inflação e de endividamento ainda altos, ao mesmo tempo em que a taxa básica de juros está em nível semelhante a 2015 e 2016, na gestão da então presidente Dilma Rousseff.

Em fevereiro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do País, ficou em 1,31%. Esse foi o maior patamar para o mês em 22 anos. Em 12 meses, a inflação registrou avanço de 5,06%.

A Selic elevada também ajuda a reduzir a atratividade da caderneta de poupança. Atualmente, para tentar conter a inflação, a taxa está em 14,25% ao ano, o maior juro real do planeta.

Pelas regras da poupança, a aplicação segue com rendimento limitado. Isso ocorre porque, com as regras vigentes, quando a taxa Selic ultrapassa o patamar de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês mais a variação da taxa referencial (TR, que é calculada pela média ponderada dos títulos públicos prefixados).

O retorno da poupança tem perdido para outras aplicações em renda fixa. Segundo economistas, investimentos no Tesouro Direto, em CDBs e CDIs têm registrado melhor desempenho em um cenário de alta dos juros básicos da economia.

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1 Comentário
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Artur Bando
7 de abril de 2025 13:26

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