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Mundo Reunião tensa mostra deterioração das relações entre Estados Unidos e China

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Ordem atinge 4,2 milhões de pessoas, incluindo prestadores de serviço. (Foto: Adam Schultz/The White House)

Estados Unidos e China terminaram uma reunião de alto nível expressando o grau de deterioração das relações entre os dois países e sem indicar um caminho claro para melhorar a situação no curto prazo.

Após o encontro, autoridades chinesas disseram à imprensa estatal que apresentaram uma série de exigências aos EUA e ressaltaram que, no momento, as relações entre Washington e Pequim estão em um “impasse” e enfrentam uma “série de dificuldades”.

Já o Departamento de Estado dos EUA afirmou, em nota, que “expressou preocupações em privado — como fizemos em público — sobre uma série de ações da China que vão contra nossos valores e interesses”. A nota também diz que a Casa Branca “saúda a competição acirrada” entre os dois países, mas que “não busca um conflito” com Pequim.

A reunião da secretária-adjunta de Estado dos EUA, Wendy Sherman, com o chanceler chinês, Wang Yi, e outros representantes do Ministério das Relações Exteriores de Pequim em Tianjin foi a primeira desde o tenso encontro entre autoridades dos dois países em março, no Alasca.

Desde então, as relações entre China e EUA se deterioraram ainda mais. A Casa Branca impôs sanções a autoridades do Partido Comunista Chinês (PCC), emitiu dois alertas a empresas sobre riscos de operar em Hong Kong e Xinjiang e acusou os chineses de estarem envolvidos com hackers que promoveram diversos ataques digitais nos últimos meses, tendo como alvos, por exemplo, a Microsoft.

Pequim respondeu na última sexta-feira (23), com sanções a sete indivíduos americanos, entre eles Wilbur Ross, secretário de Comércio do governo do ex-presidente Donald Trump.

Apesar de terem deixado claro que as divergências permanecem, os dois lados disseram que as conversas desta semana foram diretas e profissionais, embora tenham sido “duras”, especialmente nas discussões de alguns temas que colocam os dois países em lados opostos.

Na semana passada, China e EUA voltaram a discordar sobre a proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para enviar uma segunda equipe de especialistas ao país asiático para investigar as origens da covid-19. Pequim afirmou que a missão tem “objetivos políticos”, enquanto Washington rebateu criticando os chineses pelo “bloqueio” da medida.

Analistas dizem que os governos de China e Estados Unidos enfrentam o desafio de mostrar que podem lidar com as divergências sem que eventuais medidas sejam entendidas pelos públicos domésticos como uma concessão ao adversário. Atualmente, um dos poucos temas em que há concordância entre os dois países é a luta contra o aquecimento global.

Desde que assumiu o poder, o presidente americano, Joe Biden, manteve a postura firme já adotada por Trump contra Pequim, mas preferiu implementar uma postura multilateral, buscando aliados tradicionais dos EUA, como a União Europeia (UE) e o Reino Unido, para aumentar a pressão contra a China.

As negociações em Tianjin foram vistas como um primeiro passo para um possível encontro entre Biden e o presidente da China, Xi Jinping, durante a próxima cúpula de líderes do G-20, marcada para outubro, na Itália.

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