Domingo, 07 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de junho de 2026
Investimento estadual já permitiu que oferta fosse ampliada de 36 para 51 municípios
Foto: Divulgação SESA SES (Secretaria da Saúde) vem ampliando o acesso da população a um modelo de cuidado cada vez mais valorizado no SUS (Sistema Único de Saúde): a Atenção Domiciliar. Com a criação de um incentivo estadual inédito em outubro de 2025, já é possível perceber avanços importantes na expansão das equipes e no número de usuários atendidos em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
A Atenção Domiciliar é uma modalidade de cuidado especializado voltada a pessoas que necessitam de acompanhamento contínuo, mas que podem ser atendidas com segurança em casa. O serviço evita internações prolongadas e proporciona mais conforto, mantendo o paciente no convívio familiar.
Além disso, esse tipo de atendimento contribui para reduzir riscos associados à hospitalização, como infecções hospitalares, e favorece a recuperação em um ambiente mais acolhedor.
“A equipe de Atenção Domiciliar cuida do paciente em casa e evita que ele tenha de ir a um hospital ou uma porta de entrada de emergência, trabalhando para evitar a reinternação. Para uma população idosa cada vez maior, como se verifica no Rio Grande do Sul, esse é um cuidado muito importante, e por isso passou a ser incentivado financeiramente pelo governo do Estado por meio do SUS Gaúcho”, destaca a titular da SES, Lisiane Fagundes.
Incentivo estadual fortalece serviço
Até o ano passado, as equipes de Atenção Domiciliar eram mantidas pelas prefeituras com apoio de financiamento federal, por meio do Programa Melhor em Casa. Com a criação do SUS Gaúcho, a SES passou a oferecer um complemento financeiro de 20% a 50% sobre os repasses do Ministério da Saúde.
Isso representa mensalmente valores que variam de R$ 3,9 mil a R$ 13 mil conforme o porte e tipo de equipe. O Rio Grande do Sul passou, assim, a ser o segundo Estado do país a oferecer esse tipo de incentivo, ao lado de Minas Gerais.
Outro diferencial do programa estadual é o apoio aos municípios que ainda não têm habilitação federal: nesses casos, o governo gaúcho assume integralmente o valor que seria repassado pelo Ministério da Saúde, acrescido do complemento estadual – o que significa aportes de R$ 11,7 mil a R$ 78 mil por mês para cada equipe.
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