Quarta-feira, 15 de Julho de 2020

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Notícias O Rio Grande do Sul registrou uma queda de 17,4% nos homicídios e de 22,2% nos roubos de veículos

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Transferência de 18 líderes de organizações criminosas pela Operação Império da Lei deve contribuir para redução de homicídios.

Foto: Rodrigo Ziebell/SSP/Arquivo
Estatística tem por base a comparação entre o primeiro bimestre deste ano e mesmo período em 2019. (Foto: EBC)

O Rio Grande do Sul registrou 314 homicídios em janeiro e fevereiro, contra os 380 casos no mesmo período do ano passado – queda de 17,4%. Nessa análise comparativa, o primeiro bimestre de 2020 também apresentou redução nos roubos de veículos, com 1.797 ocorrências, o que representa 22,2% a menos que as 2.309 dos dois meses iniciais de 2019. Os dados foram apresentados nessa quinta-feira pela SSP (Secretaria da Segurança Pública).

De acordo com o governo gaúcho, a análise dos indicadores criminais mostra que o foco territorial adotado pelo programa “RS Seguro” – implantado em fevereiro de 2019 – segue puxando as reduções verificadas ao longo do ano passado. Do total de homicídios que deixaram de ocorrer no Estado, 60 (90,9%) se concentraram nos 18 municípios priorizados pela iniciativa.

O “RS Seguro” completou 12 meses consecutivos de reduções no número de vítimas de assassinatos no conjunto de 18 cidades que, nos últimos dez anos, concentravam os maiores índices de criminalidade violenta. Na comparação entre fevereiro do ano anterior e do atual, a queda foi de 7%, passando de 99 vítimas para 89.

Também houve leve redução na soma de latrocínios no Rio Grande do Sul. De 13 ocorrências de roubo com morte contabilizadas no primeiro bimestre de 2019, o indicador baixou para 12 neste ano, o que equivale a 7,7% de retração e representa o menor acumulado desde 2012, que teve 11 casos.

Em Porto Alegre, que integra o grupo de cidades sob atenção especial do “RS Seguro”, o acumulado de homicídios nos dois primeiros meses do ano também registra queda. A soma de 52 vítimas é 24,6% menor do que as 69 registradas entre janeiro e fevereiro de 2019.

Veículos

Depois encerrar o ano passado com quase 5 mil roubos de veículos a menos do que em 2018, o Estado mantém a retração, com 1.797 ocorrências nos dois meses iniciais de 2020, 22,2% abaixo das 2.309 de igual período de 2019. Foram 512 carros que deixaram de ser levados por assaltantes no Rio Grande do Sul, mais da metade em Porto Alegre, onde esse tipo de crime, na mesma comparação, baixaram de 1.040 para 737.

Outro destaque é a diminuição dos ataques a transporte coletivo. Somadas as ocorrências envolvendo passageiros e profissionais que trabalham em ônibus e lotações no Estado, houve 208 roubos entre janeiro e fevereiro, queda 43% em relação aos 365 registros do primeiro bimestre do ano passado. A Capital respondeu por um terço dessa redução, com os ataques a coletivos baixando de 148 para 94 (-36,5%) na mesma comparação.

Uma queda ainda mais intensa foi verificada nos ataques a banco. Considerando a soma de roubos e furtos a estabelecimentos bancários no Rio Grande do Sul, a redução chegou a 45,5%, baixando de 22 ocorrências entre janeiro e fevereiro do ano passado para 12 no primeiro bimestre de 2020. Na Capital, onde haviam sido registrados seis ataques a banco nos dois primeiros meses de 2019, o indicador foi zerado neste ano, sem qualquer episódio de furto ou roubo à instituição financeira.

Na avaliação do governo, um dos principais fatores para a retração quase pela metade dos delitos contra bancos no Rio Grande do Sul é a operação “Angico”, desenvolvida pela BM (Brigada Militar) com a análise de dados de inteligência para antecipar e reprimir a ação de criminosos e quadrilhas especializadas nesse tipo de crime.

A ofensiva está estruturada em três estratégias principais: fiscalização ativa para evitar desvios, furtos e roubos de explosivos; mobilizações focadas em prisões de assaltantes e utilização de efetivo especializado com suporte da inteligência.

(Marcello Campos)

 

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