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Brasil Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, os Estados com a situação mais grave

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RS tem pior relação entre débitos e créditos (Foto: Lucas Uebel / O Sul)

Especialistas apontam que o endividamento está por trás da situação de penúria da maioria dos Estados. Nos últimos três anos, a dívida nas 27 unidades da Federação cresceu dez vezes mais que a receita: se em 2012 a os débitos somavam 556,4 bilhões de reais, em 2014 a cifra chegou a 584,4 bilhões de reais, um aumento de 5%. Nesse período, a arrecadação foi de 531,9 bilhões de reais, alta de apenas 0,5%.

A escalada dos débitos estaduais se deve, ainda, à acelaração da oferta de crédito público a partir de 2012. Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro aproveitaram o incentivo oficial para contrair ainda mais empréstimos: não por acaso, apresentam um quadro mais grave, segundo indicadores da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

“Historicamente, eles são os quatro mais endividados e com índices em alta desde a renegociação com a União, na década de 1990”, frisa o economista Mansueto Almeida. “A partir de 2012, seguindo uma política federal, Caixa, Banco do Brasil e BNDES estimularam o endividamento, mas a receita não acompanhou o ritmo porque a economia desacelerou.”

RS lidera

O Rio Grande do Sul, que em abril extrapolou o limite entre dívida e receita determinado pela LRF, lidera o déficit. Em segundo lugar está Minas Gerais, cujo débito em moeda estrangeira gera vulnerabilidade em relação a oscilações cambiais.

No Rio de Janeiro, terceiro lugar, a receita dos últimos três anos só avançou 0,6%, contra um débito em alta de 8,5% e estimado hoje em 87 bilhões de reais. Isso equivale a dizer que cada fluminense deve 5,2 mil reais. A alta é parcialmente atribuída a investimentos em projetos como a linha de metrô da Zona Sul à Barra da Tijuca.

Mansueto prevê que a crise fiscal está longe de acabar, se considerada a previsão de crescimento médio anual de 4% do PIB (Produto Interno Bruto) até 2019. Para o professor Ricardo Rocha, do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), a solução tende a passar pela alta de impostos. “Com uma irresponsabilidade orçamentária, provavelmente caminharemos para a alta da carga tributária”, alerta Rocha. (AG)

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