Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020

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Esporte Robert Scheidt garante vaga em sua sétima Olimpíada e bate recorde

Com resultados do Campeonato Mundial, velejador confirma participação da Olimpíada de Tóquio e se tornará o primeiro brasileiro a competir em sete edições dos Jogos

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Com resultados do Campeonato Mundial, velejador confirma participação da Olimpíada de Tóquio e se tornará o primeiro brasileiro a competir em sete edições dos Jogos Foto: reprodução

Perto de completar 47 anos de idade, o velejador Robert Scheidt confirmou, na quarta-feira, uma vaga na Olimpíada de Tóquio na classe Laser. Maior medalhista olímpico da história do País (são dois ouros, duas pratas e um bronze), ele está em 29º lugar no Campeonato Mundial, que está sendo realizado em Miami, nos Estados Unidos, mas já confirmou seu lugar em Tóquio 2020.

No ano passado, Robert Scheidt ficou em 12º lugar no Campeonato Mundial da classe Laser e conseguiu dar um passo gigantesco para a vaga olímpica, já que o índice técnico estipulado pela Confederação era ser top 18.

Porém, ainda havia uma chance dele não se classificar: algum brasileiro ir ao pódio no Mundial de 2020, que está sendo realizado em Miami, nos Estados Unidos. Além de Scheidt, o único brasileiro presente no evento foi Gustavo Nascimento, que está em 84º lugar não tem mais chances de ir ao pódio.

Assim, o veterano participará de sua sétima Olimpíada e quebrará um recorde, já que nenhum atleta do país na história competiu em tantas edições. A jogadora de futebol Formiga deve igualar esse recorde, já que é um dos destaques da seleção brasileira que está classificada, mas ainda não teve sua convocação confirmada. Rodrigo Pessoa, do hipismo, e Jaqueline Mourão, do ciclismo, também brigam para chegar a tal número.

A história olímpica de Robert Scheidt começou em Atlanta 1996, quando tinha apenas 21 anos, e foi campeão. Quatro anos depois, ficou com o vice-campeonato, mas voltou a ir ao lugar mais alto do pódio em Atenas 2004. Em Pequim 2008, com a prata, e Londres 2012, com bronze, conquistou medalhas em outra categoria, a classe Star.

Para a Olimpíada de 2016, voltou a velejar de classe Laser, que o consagrou, e acabou na quarta posição. Em 2017, tentou uma nova mudança de categoria, para a 49er, mas não obteve bons resultados, voltando à Laser em busca de sua sétima Olimpíada.

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