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Política Romeu Zema associa presença feminina na política ao combate à corrupção e cita o caso Master: “Não vi mulher envolvida”

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Fala ocorreu dias depois de ele dizer que mulheres têm “outras atribuições em casa” que não estudar. (Foto: Ismael Soares/SVM)

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) defendeu uma maior participação feminina na política, disse que isso ajudaria no combate à corrupção e citou o caso Banco Master, no qual afirmou não se lembrar de mulheres envolvidas.

A declaração foi dada durante evento do Women Invest, voltado ao mercado financeiro feminino, em São Paulo, na última terça-feira (7).

“Nós queremos que as mulheres avancem a sua participação na política e isso também vai ajudar no combate à corrupção. Eu não vi nenhuma mulher, pelo que eu me recordo, envolvida no caso do Banco Master. Pelo que eu me recordo aí, só homens envolvidos”, afirmou. “Na hora que você pega aí a participação feminina na população carcerária, é 95% homens, 5, 6% mulheres. O que claramente demonstra que as mulheres cometem menos delitos”.

A fala de Zema em favor das mulheres se dá dias depois de ele dizer que elas não precisariam estudar ou trabalhar porque “têm outras atribuições em casa, têm filhos”. A declaração foi feita no contexto de um comentário sobre beneficiários do Bolsa Família em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Na ocasião, Zema defendeu cobrar de homens beneficiários do programa que estudassem, fizessem curso técnico e buscassem emprego formal para deixar de receber o benefício. Para as mulheres, disse que a regra deveria ser diferente.

“As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens”, afirmou.

Questionado sobre o tema na terça, Zema associou novamente mulheres ao cuidado com filhos.

“Me parece que na política, a participação feminina iria deixá-la muito mais nobre, muito mais com a visão de longo prazo, já que as mulheres sempre têm essa preocupação maior com o futuro. O que faz parte da natureza delas, porque qualquer mulher que tem um filho sabe que vai ter afazeres adicionais por pelo menos 15 anos”, disse.

Zema também afirmou ser favorável à ampliação de políticas de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica. Ele citou programas de Minas Gerais voltados à autonomia financeira de mulheres agredidas e à ampliação de delegacias com atendimento feminino.

“Um dos que eu mais me orgulho é de dar autonomia àquelas mulheres que foram vítimas de agressão, de violência doméstica, que muitas vezes não tinham condição de ter uma renda própria. Essa é a pior situação da mulher”, afirmou.

O governador disse ainda defender pena mais dura para feminicídio.

“Sou favorável a ter um agravante para o crime de feminicídio, uma pena muito mais dura, porque é um absurdo que ocorre não só no Brasil, como em outros países. Em Minas reduzimos o feminicídio e sou favorável, são diversas políticas”, disse.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, em MG, 47% dos homicídios dolosos de mulheres foram classificados como feminicídio em 2024, abaixo dos 56,9% registrados em 2023.

No Brasil, foram 1.492 feminicídios em 2024, o maior número desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015. A punição para o crime foi ampliada em outubro de 2024, com pena de 20 a 40 anos de prisão. (Com informações do portal de notícias g1)

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