Sexta-feira, 01 de maio de 2026
Por Flavio Pereira | 1 de maio de 2026
Ronaldo Nogueira defende nova proposta de indicação de ministros do STF "para tornar o Judiciário independente, transparente, verdadeiro e justo"
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos DeputadosEsta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A rejeição pelo Senado do nome indicado pelo presidente da República para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal indica que esse modelo está esgotado, avalia o ex-ministro e deputado federal Ronaldo Nogueira (Republicanos).
“No exercício do meu mandato, elaborei uma proposta de emenda constitucional para mudar este sistema de indicação de ministros do STF”, lembra.
“Infelizmente, não consegui o número mínimo de assinaturas necessárias, mas eu vou continuar lutando pra viabilizar essa medida”, afirma.
Para Ronaldo Nogueira, tudo isso revela um detalhe importante: “O desgaste do modelo diante da população já é evidente. O modelo atual de indicação parece ter se esgotado. Hoje, ele atende a interesses diversos: interesses políticos, econômicos, entre outros, que nem sempre refletem o que a sociedade espera”.
A PEC que muda as indicações ao STF
Ronaldo Nogueira considera que a sua PEC é muito simples e destaca os pontos principais da proposta:
– Eleições diretas dentro das próprias categorias: magistratura, Ministério Público e advocacia.
– Mandato de 16 anos: o mais votado assume.
– O segundo mais votado se torna suplente e, no caso de vacância, o segundo colocado assume no curso do mandato.
– Idade mínima de 55 anos, notório saber jurídico e conduta ilibada.
Com isso, afirma Ronaldo Nogueira, “as indicações deixam de ser políticas, sem interferência do presidente a República, e sem aprovação do Senado”.
“Porque no fim das contas, o Judiciário precisa ser acima de tudo, independente, transparente, verdadeiro e justo”, defende Nogueira.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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