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Polícia Roubos de veículos têm queda de 39,7% em janeiro no Rio Grande do Sul

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O número de casos baixou de 902 em janeiro de 2020 para 544 neste ano – uma retração de 39,7%

Foto: EBC
(Foto: EBC)

A redução nos roubos de veículos no Estado segue alcançando marcas inéditas. Conforme dados divulgados nesta quinta-feira (11) pela Secretaria de Segurança Pública do RS, o primeiro mês de 2021 teve 358 menos ocorrências do tipo na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O número de casos baixou de 902 em janeiro de 2020 para 544 neste ano – uma retração de 39,7% e o menor total para o mês em toda a série de contabilização, iniciada em 2002.

O histórico de janeiro nos últimos anos evidencia a importância do resultado obtido neste início de 2021. No pico de casos, em 2017, foram 1.756 motoristas que tiveram seus automóveis levados por assaltantes, três vezes mais do que o total verificado no mês passado.

Com o retorno praticamente integral da movimentação nos municípios após o período de restrições para frear a disseminação da Covid-19, o resultado de janeiro tem quase nenhuma relação com a pandemia. Um dos fatores com forte influência na baixa dos roubos de veículo é a constante ampliação dos sistemas de videomonitoramento e cercamento eletrônico no Estado.

Atualmente, há 253 municípios entre os que contam com o serviço ou estão em fase de implantação. Entre as ações do eixo de combate ao crime do RS Seguro, a SSP fomenta a implementação da tecnologia nos municípios, seja com recursos da própria prefeitura, com origem em convênios, emendas parlamentares ou Consulta Popular. No total, há em funcionamento no Estado aproximadamente 400 câmeras de cercamento eletrônico (com leitor OCR de placas) e mais de 2,5 mil câmeras de videomonitoramento.

A Capital foi responsável por mais da metade da redução de roubos de veículos verificada em todo o Estado. O total de casos em Porto Alegre em janeiro caiu de 364, no ano passado, para 194 neste ano, o que representa retração de 46,7%. O número atual é também o menor desde que teve início a sistematização dos casos individualmente por município, em 2012.

Entre os ataques a banco, o primeiro mês de 2021 representou cenário semelhante ao do mesmo período no ano anterior. Na soma de furtos e roubos a estabelecimentos financeiros no Estado, houve três ocorrências no mês em 2020 e quatro neste ano. O dado ainda é o segundo menor da série histórica para janeiro e representa queda de 60% em relação ao total de oito ocorrências nos 31 dias iniciais de 2018, último ano antes da gestão anterior.

Além do trabalho permanente das forças de segurança em ações de inteligência e policiamento orientadas pelo foco territorial do RS Seguro, a Operação Angico da Brigada Militar é umas das estratégias que têm permitido antecipar o movimento de quadrilhas especializadas em ataques a banco, frustrando planos dos criminosos com táticas de pronta-resposta e cerco policial.

Em 5 de janeiro, por exemplo, a troca de informações entre os setores de inteligência da BM e da Polícia Civil evitou ataques a agências bancárias dos municípios de Guaporé e Serafina Corrêa, na Serra. Antes que executassem o plano, cinco integrantes da quadrilha que planejava o ataque acabaram presos pelas forças de segurança – um em Guaporé, enquanto descumpria ordem de prisão domiciliar, e três na Capital, entre os quais um ex-PM catarinense condenado a 96 anos de prisão por outros crimes, incluindo o assassinato de dois policiais rodoviários federais em 2001.

Outra medida que vai qualificar as ofensivas contra os ataques a banco no RS é a criação do 6º Batalhão de Polícia de Choque (6º BP Choque), que ficará sob coordenação do novo Comando de Policiamento de Choque (CP Choque) junto com os outros cinco batalhões existentes.

A nova unidade, em Uruguaiana, vai qualificar a estratégia de pronta-resposta, com presença do policiamento de choque em toda a faixa da fronteira com o Uruguai e a Argentina. As operações das seis tropas especializadas poderão cobrir todas as áreas do Estado com maior agilidade e mais eficácia – a estimativa é conseguir realizar deslocamentos para qualquer ponto no RS em até uma hora e meia, aproximadamente.

Ainda entre os delitos patrimoniais, o roubo a transporte coletivo registrou 13 casos a mais em janeiro de 2021, com 119 ocorrências, na comparação com o primeiro mês de 2020, que teve 106 (12,3%). Ainda assim, o dado se mantém abaixo de todos os demais anos da série histórica, iniciada em 2012.

Feminicídios

Após encerrar 2020 como o segundo ano consecutivo de redução nos feminicídios no RS, as forças de segurança do Estado mantêm as ações de combate à violência contra a mulher entre as prioridades para enfrentar o desafio de mudança de cultura e construção de um ambiente de valorização e respeito a todas as gaúchas.

Os dados de janeiro mostram que ainda há obstáculos a superar para ampliar o engajamento e a conscientização da sociedade. Não houve variação no número de mulheres assassinadas por motivo de gênero – foram 10 vítimas, mesmo total de igual mês do ano anterior. E o número de tentativas de feminicídios subiu de 23 para 31. Nos outros indicadores monitorados pela SSP, o Estado teve reduções.

O total de ameaças teve a maior retração, de 18,9%, com cerca de 700 ocorrências a menos. O número de registros do tipo passou de 3.788 em janeiro de 2020 para 3.072 no primeiro mês deste ano. Na mesma comparação, as lesões corporais caíram de 2.226 casos para 1.875 (-15,8%). Entre os estupros, a queda foi de 193 para 163 (-15,5%).

Entre as ações para reforçar o combate a violência contra a mulher, um dos destaques é a ampliação em 143% no número de municípios com cobertura das Patrulhas Maria da Penha da Brigada Militar. Em 2019, no início da atual gestão, 46 cidades contavam com o serviço especializado de acompanhamento de vítimas amparadas por medidas protetivas de urgência. O ano passado encerrou com 108 municípios abrangidos. E no mês passado, mais quatro cidades foram incluídas (confira a lista completa).

Outra medida importante para aprimorar a proteção do público feminino foi a reinauguração da área do plantão da 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre. A unidade fica no Palácio da Polícia e conta com atendimento 24 horas. A realização das obras, custeadas com recursos da Polícia Civil, possibilita que sejam realizados no local o registro de flagrantes. O novo espaço também oferece um atendimento mais qualificado e acolhedor às vítimas de violência doméstica.

Entre as mudanças na estrutura, destaca-se a construção da rampa de acesso para pessoas com necessidades especiais e para mulheres com carrinho de bebê. O ambiente também foi repaginado, com recepção ampla, salas reservadas para atendimento psicossocial e para registros de ocorrência. Há ainda uma sala exclusiva para interrogatório dos investigados, que ingressam nas dependências da 1ª Deam por uma entrada separada, de forma a evitar qualquer contato com as vítimas. Além disso, a cela foi reformada para atender à demanda de prisões.

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