Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 20 de novembro de 2017
A Rússia decidiu suspender, a partir de 1° de dezembro, a importação de carne bovina e suína oriunda do Brasil depois da descoberta de várias substâncias proibidas, informaram os serviços veterinários. As informações são das agências de notícias AFP, Efe e Reuters.
Em um comunicado, a agência de regulação de produtos agrícolas Rosselkhoznadzor disse ter detectado ractopamina e outros hormônios de crescimento na carne brasileira.
A ractopamina é um aditivo alimentar utilizado para aumentar a massa muscular dos animais, o que é proibido na Rússia por seus possíveis efeitos negativos na saúde dos consumidores.
A agência russa disse ainda que foi preciso tomar “medidas severas para a proteção dos consumidores russos” impondo, a partir de 1° de dezembro, restrições temporárias à importação de carne bovina e suína.
Esta decisão restringe ainda mais as fontes de importação de carne para a Rússia.
Recentemente, o Rosselkhoznadzor já tinha anunciado que adotaria um regime adicional de controle das carnes brasileiras produzidas por seis empresas, que não estariam cumprindo as normas veterinárias e sanitárias da Rússia.
O órgão alertou que se novos problemas fossem detectados, as importações dessas empresas seriam vetadas. A Rússia é o quinto maior importador de carnes e de derivados de carne do Brasil.
A importação na Rússia de produtos da União Europeia, Estados Unidos, Canadá e Austrália, entre outros países ocidentais, está proibida pelo embargo imposto em 2014 em respostas às sanções pela crise ucraniana.
Em fevereiro, a Rússia decidiu suspender a importação de carne bovina neozelandesa também por utilização de ractopamina.
Ministro
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, negou nesta segunda-feira (20) que a Rússia tenha fechado seu mercado às carnes brasileiras depois de Moscou anunciar a imposição de restrições temporárias às importações de carnes suína e bovina do Brasil.
“Eu não considero isso como um mercado fechado, mas uma coisa que acontece permanentemente nas fiscalizações. É pra isso que elas existem. Não está fechado não, acho que são três ou quatro empresas que foram citadas que apareceram com esse problema o restante continua trabalhando”, disse o ministro a jornalistas.
Blairo disse que a ractopamina é permitida em alguns países, mas este não é o caso da Rússia. Ele afirmou que o ministério tem programas de rastreamento que buscam garantir que o aditivo não esteja presente nos carregamentos destinados ao mercado russo.
“Agora, se alguma empresa fraudou ou deixou passar ou não conseguiu controlar isso, compete sim a eles fazerem as observações e a nós fazermos as correções aqui”, acrescentou.
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