Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de maio de 2022
A Rússia disse nesta quarta-feira (18) que está usando uma nova geração de poderosas armas a laser na Ucrânia para queimar drones, na tentativa de Moscou de conter o armamento fornecido pelo Ocidente ao país vizinho.
O presidente Vladimir Putin revelou em 2018 uma série de novas armas, incluindo um novo míssil balístico intercontinental, drones nucleares submarinos, uma arma supersônica e uma nova arma a laser.
Pouco se sabe sobre as especificidades das novas armas a laser. Putin mencionou uma chamada Peresvet, em homenagem ao monge ortodoxo medieval Alexander Peresvet, que morreu em combate.
Yury Borisov, vice-primeiro-ministro encarregado do desenvolvimento militar, disse em uma conferência em Moscou que a Peresvet já estava sendo amplamente implantada e poderia cegar satélites até 1.500 km acima da Terra.
Peresvet já estava sendo amplamente implantada e poderia cegar satélites até 1.500 km acima da Terra. Ele afirmou, no entanto, que já existem sistemas russos mais poderosos do que o Peresvet que podem queimar drones e outros equipamentos. Borisov citou um teste na terça-feira (17) que ele disse ter queimado um drone a 5 km de distância em cinco segundos.
“Se Peresvet cega, então a nova geração de armas a laser leva à destruição física do alvo — destruição térmica, eles queimam”, disse Borisov à televisão estatal russa.
Questionado se essas armas estavam sendo usadas na Ucrânia, Borisov declarou: “Sim. Os primeiros protótipos já estão sendo usados lá”. Ele disse que a arma se chama “Zadira”.
Soldado russo
Em outra frente, o primeiro soldado russo julgado por crime de guerra na Ucrânia desde o início da invasão russa se declarou culpado nesta quarta-feira (18), reconhecendo todas as acusações contra ele.
Interrogado se admitia “sem ressalvas” todo o ato, incluindo o crime de guerra e as acusações de assassinato premeditado, o suboficial de 21 anos, Vadim Shishimarin, disse que “sim”.
O tribunal que julga o caso ainda não determinou a sentença final. Caso condenado, o militar russo pode pegar prisão perpétua. Ele responde por crime de guerra e homicídio premeditado.
Por outro lado, o julgamento do combatente foi adiado para esta quinta-feira porque muitos membros da mídia estavam lotando o tribunal em Kiev.
Ele é acusado de matar um civil desarmado de 62 anos na região de Sumy, na Ucrânia, de acordo com o gabinete do procurador-geral do país.
Ainda de acordo com a acusação, o soldado e mais três militares russos que o acompanhavam roubaram o veículo em que estavam de outro civil para fugir de tropas ucranianas. No caminho, passaram pela vítima, que andava de bicicleta e falava ao telefone.
Shishimarin foi capturado posteriormente por tropas ucranianas.
O caso é o primeiro de ao menos 10.000 suspeitas de crimes de guerra que a Ucrânia disse ter identificado desde o início dos ataques da Rússia ao país. As informações são da agência de notícias Reuters e do portal de notícias G1.
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