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Mundo Saiba como a eleição de Angela Merkel na Alemanha influencia o futuro da América Latina

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Merkel não contará com o mesmo apoio de eleições anteriores. (Foto: Reprodução)

Mesmo com seu peso econômico, as eleições na Alemanha parecem gerar pouca agitação política, mas poucas votações podem ter consequências tão importantes para o mundo.

Achanceler Angela Merkel comandará o governo alemão pelo quarto mandato consecutivo, ficando pelo menos até 2021. Ela está no cargo desde 2005.

Sua permanência, porém, não garante a continuidade de um governo de coalização com o principal partido da oposição, os social-democratas do SPD, com quem dividiu o poder nos últimos mandatos.

Nenhum partido na Alemanhã possui hoje – ou terá após essas eleições – maioria suficiente para formar um governo sozinho. Nem mesmo a poderosa União da Democracia Cristã, a legenda de Merkel.

O resultado das eleições e a decisão dos 61 milhões de eleitores no domingo sobre quem guiará a quarta economia do mundo e a maior da União Europeia terá consequências no continente e e outras regiões do planeta, inclusive na América Latina.

A Alemanha e a América Latina têm vários vínculos. Do ponto de vista comercial, o país europeu está entre os maiores exportadores para algumas das principais economias da região, como Brasil, Argentina, México, Colômbia e Chile.

Levando em conta toda a América Latina, é o terceiro principal exportador, segundo o Fundo Monetário Internacional.

Na Alemanha, nenhum partido tem – ou terá após essas eleições – maioria suficiente para formar um governo sozinho. Nem mesmo a poderosa União da Democracia Cristã, a legenda de Merkel.

A decisão tomada pelos 61 milhões de eleitores no domingo sobre quem guiará a quarta economia do mundo e a maior da União Europeia terá consequências no continente e e outras regiões do planeta, inclusive na América Latina.

Alemanha e América Latina possuem diversos vínculos. O país europeu está entre os maiores exportadores para algumas das principais economias da região, como Brasil, Argentina, México, Colômbia e Chile.

Considerando toda a América Latina, é o terceiro principal exportador, segundo o Fundo Monetário Internacional.

Politicamente o papel alemão na União Europeia faz com que as dependências mútuas sejam enormes.

Analistas dizem que a chegada de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos pode reforçar de forma indireta as relações entre Alemanha e América Latina, já que desde o fim da 2ª Guerra Mundial, os Estados Unidos se tornaram o principal aliado da Alemanha fora da Europa.

Mesmo que isso dificilmente mude, nos últimos meses, essa “relação especial” já foi afetada. “Em campanha, Merkel não fez oficialmente nenhum discurso controverso. Admite dificuldades, mas diz que os Estados Unidos seguem como um parceiro muito importante”, diz Stefan Reith, diretor do departamento para América Latina da Fundação Konrad Adenauer.

“Ainda assim, antes da cúpula do G20, realizada em Hamburgo em agosto, Merkel fez uma viagem ao México e à Argentina. É um sinal claro de que vê a América Latina, especialmente os membros do G20, como aliados importantes.”

A vitória de Merkel tende à manutenção de suas principais políticas de Estado, como a defesa do livre comércio, e o compromisso com a União Europeia, mas há pontos a aguardar.

Um deles é até que ponto a Alemanha será afetada pelo crescimento dos movimentos populistas de extrema direita que já se fazem presentes em outros países como a França, onde a Frente Nacional disputou o segundo turno da eleição presidencial em julho.

Os democratas cristãos e o seu partido-irmão na região da Baviera, a CSU (União Cristã) obtiveram cerca de 33% dos votos, frente a 20,5% para os social-democratas. Atual parceiro de coalizão de Merkel, o SPD disse que agora atuará na oposição.

Na terceira posição, com 12,6%, está o Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão), um partido de extrema-direita fundado em 2013,

Esse grupo começou a ganhar adeptos questionando a política de resgates financeiros a países do sul da Europa em plena crise do euro. No entanto, dizem analistas, a chamada crise de refugiados de 2015 e 2016 fez com que ganhasse força nas pesquisas de intenção de voto e em eleições regionais.

Durante esse período, a Alemanha recebeu mais de 1 milhão de pedidos de asilo. O discurso xenófobo do partido encontrou um terreno fértil na política inicial de abrir as portas a refugiados defendida por Merkel, e o AfD chegou a ter 15% nas pesquisas de voto.

 

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