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Brasil Saiba como descobrir se o seu carro está com o combustível adulterado

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Amostragem realizada em estabelecimentos gaúchos encontrou valores de até R$ 8,010. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O sintoma clássico de um combustível adulterado é a percepção da falta de potência. Assim que você abastece, o pedal do acelerador fica “borrachudo”. Você sente que precisa acelerar mais para obter a mesma velocidade.

Veja outras pistas:

– geralmente, o consumo médio despenca 30%. É fácil de perceber para quem faz o mesmo percurso diariamente: o tanque dura menos;

– dificuldade para pegar pela manhã;

– pré-ignição (detonação): aquele ruído no motor semelhante ao de uma corrente de bicicleta trocando de marcha. Esse ruído ocorre nas saídas e, principalmente, em subidas, momentos em que o motor é mais exigido.

Como evitar?

Desconfie de odores estranhos saindo pelo escapamento, cheiros de solventes, querosene: são indícios de adulteração.

Se seu carro é flex, minha sugestão é abastecer alternadamente entre álcool e gasolina, 4 tanques de um combustível e um tanque do outro.

Você escolhe o combustível de sua preferência para rodar os 4 tanques. Explico: o etanol é capaz de limpar as impurezas da gasolina e a gasolina, por sua vez, também consegue limpar as impurezas do álcool. Abastecer apenas uma vez com combustível adulterado dificilmente prejudicará o motor do seu carro.

Só após o quarto tanque de um combustível ruim é que resíduos de carvão poderão começar a se depositar na cabeça dos pistões e válvulas. Daí vem a sugestão de alternar entre um e outro combustível a cada 4 abastecimentos.

Troque o óleo religiosamente no momento previsto pela etiqueta de troca. Se seu carro é movido apenas a gasolina, você precisa ficar mais atento, já eu não poderá recorrer ao álcool para fazer a limpeza do sistema.

Visite seu mecânico a cada 10.000 km: peça para remover as velas. Ele possui conhecimento necessário e poderá alertá-lo para evitar danos ainda maiores.

Futuro promissor

Descobrir as fraudes através dos danos causados ao motor do seu carro é fácil. Difícil é produzir as provas necessárias para penalizar os infratores.

A maioria dos produtos utilizados nas adulterações dos combustíveis são subprodutos do petróleo e a identificação destes contaminantes é feita através de equipamentos caros e especializados, como cromatógrafos e espectômetro.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis possui poucos equipamentos e poucos funcionários para fiscalizar os mais de 35 mil postos de combustíveis espalhados pelo Brasil. Apesar disso, ela vem trabalhando com empresas que produzem esses equipamentos.

Prejuízos

Além de render menos, o combustível “batizado” pode causar mais prejuízos, afetando peças como catalizadores, bombas de combustíveis, sondas de oxigênio e bicos injetores.

Repor esses itens pesa no bolso: eles custam caro por causa do avanço de tecnologias desenvolvidas para reduzir a emissão de poluentes, bem como atingir maior eficiência energética dos motores.

Algumas peças chegam a ter valores tão altos que, em certos casos, dependendo do ano e modelo do carro, os proprietários são obrigados a buscarem esses itens em desmanches.

Apesar de a maioria dos desmanches serem legalizados, você fará a compra “no escuro”: não dá para saber, por exemplo, se um sensor de oxigênio que você está comprando funciona adequadamente.

Quais são as peças afetadas?

A maioria das peças afetadas pelo combustível adulterado está ligada ao caminho que esse combustível percorre.

Começa pela bomba de combustível, medidor de nível (boia do tanque), filtro de combustível, bicos injetores, velas, sensor de oxigênio, catalizador e chega a todo o sistema de escape (silencioso e abafador).

Alguns exemplos de preços desses itens em lojas de autopeças:

– catalizadores de carros “populares” variam de R$ 400 a R$ 1.200;

 – sensores de oxigênio: de R$ 200 a R$ 500 para carros de entrada; para os “premium”, os valores ultrapassam os R$ 4.000; 

– bombas de combustível vão de de R$ 200 a R$ 1.300. As bombas de alta pressão do carros de luxo partem de R$ 4.000 e podem chegar a R$ 9.000.

Peças originais chegam a custar de 5 a 10 vezes mais.

Risco para motor

O problema pode se tornar ainda mais grave: existem 2 tipos de adulteração que também causam danos muito grandes ao motor.

A primeira é quando tem água misturada no etanol. Em função da alta temperatura e da pressão da câmara de combustão, o etanol se transforma em um melado, parecido com aquele açúcar endurecido da panela de pudim.

O segundo grande estrago é quando o combustível é adulterado com óleo diesel e ou solvente de borracha. Estas substâncias acabam contaminando o óleo do motor, principalmente se o motorista é daqueles que deixa passar o momento da troca.

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