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Geral Saiba como será a visita de Lula à Alemanha

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Lula e o chanceler alemão Olaf Scholz encontraram-se em setembro à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A relação bilateral entre Brasil e Alemanha terá um momento de dinamização no início de dezembro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Berlim para três dias de encontros com políticos e empresários e a assinatura de acordos.

Lula estará na capital alemã do dia 3, um domingo, ao dia 5, uma terça-feira. Na agenda, estão previstos encontros com o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, e o chanceler federal alemão, Olaf Scholz, além de eventos com outros políticos e empresários.

O líder brasileiro estará acompanhado de uma comitiva de ministros, que também se reunirão com os seus homólogos alemães para discutir e fechar acordos de cooperação. Há cerca de 20 termos e declarações conjuntas que podem ser assinados durante a visita.

É a primeira viagem internacional do brasileiro desde sua cirurgia no quadril, que inclui também um giro pelo Oriente Médio. Antes da Alemanha, Lula passará por Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, onde participa da COP28 em Dubai.

Parceria

A Alemanha é um dos principais parceiros comerciais do Brasil, a oitava maior origem de investimentos diretos no país e o maior parceiro em projetos de cooperação técnica e financeira, segundo o Itamaraty.

De janeiro a outubro deste ano, o comércio bilateral foi de 16 bilhões de dólares, com uma balança favorável à Alemanha. No período, o Brasil exportou para o país europeu 4,8 bilhões de dólares (décimo maior destino de exportações) e importou 11,2 bilhões de dólares (terceira maior origem de importações), segundo dados do governo brasileiro.

Durante a estada de Lula em Berlim, será realizada a segunda edição das consultas intergovernamentais de alto nível Alemanha-Brasil, um mecanismo de diálogo que o governo alemão mantém com poucos parceiros – na América Latina, apenas o Brasil tem esse status. Nessas consultas, além dos dois chefes de governo, ministros de diversas áreas de ambos os governos reúnem-se bilateralmente para discutir e fechar parcerias.

A primeira consulta do tipo ocorreu em 2015, em Brasília, e foi conduzida por Dilma e a então chanceler federal alemã, Angela Merkel. Neste ano, as conversas serão norteadas pela busca de uma “transformação ecológica e socialmente justa”, segundo a embaixadora Moraes, com o objetivo de conjugar os eixos ambiental, econômico e social.

Do lado do Brasil, o país já estará exercendo a presidência do G20 – que assume em 1º de dezembro – e pode aproveitar o encontro para insistir em sua agenda para o grupo, que envolve reformas da estrutura de governança global e combate às mudanças climáticas, à desigualdade e à pobreza. Brasil e Alemanha também fazem parte do G4, ao lado de Índia e Japão, uma aliança que pressiona pela reforma do Conselho de Segurança da ONU.

Agenda

Segundo a agenda divulgada pelo Itamaraty, Lula chega em Berlim na tarde de domingo, e seu primeiro compromisso oficial será um jantar com Scholz, acompanhado de seis membros da delegação brasileira.

Na manhã de segunda-feira, Lula será recebido por Steinmeier. Enquanto isso, ministros brasileiros da delegação reúnem-se com seus homólogos alemães para discutir e assinar acordos. Às 12h30 de Berlim, Lula reúne-se com Scholz na sede da chancelaria federal, e às 14h começa a consulta intergovernamental de alto nível. Nessa ocasião, os ministros alemães e brasileiros apresentam aos chefes de governo o resultado de suas reuniões da manhã.

Em seguida, haverá a cerimônia de assinatura de declaração conjunta de intenções. Às 15h45, Lula e Scholz concedem uma entrevista coletiva à imprensa, e depois seguem para a Haus der Deutschen Wirtschaft (Casa da Economia Alemã), sede de três entidades empresariais do país, onde participam de uma mesa redonda com alguns líderes de grandes companhias e de um evento empresarial.

Na terça-feira, é possível que Lula participe pela manhã de uma conferência na Fundação Friedrich Ebert, ligada ao Partido Social-Democrata (SPD), e se reúna com parlamentares da legenda. O SPD é o partido de Scholz e tem uma proximidade histórica com o PT. À tarde, viaja de volta para o Brasil. As informações são da emissora internacional de notícias da Alemanha Deutsche Welle.

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