Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de junho de 2016
A notícia de que o ator Edson Celulari, 58 anos, está tratando um linfoma não-Hodgkin surpreendeu todo mundo. É o mesmo tipo de câncer que o ator Reynaldo Gianecchini e a presidenta da República afastada Dilma Rousseff tiveram.
“Reuni minhas forças, meus santos, um punhado de coragem… coloquei tudo em uma sacola e estou indo cuidar de um linfoma não-Hodgkin. Foi um susto, mas estou bem e ao lado de pessoas amadas”, afirmou. “A equipe médica é competente e experiente. Estou confiante e pensando positivo. Com determinação e fé, sairei deste tratamento ainda mais forte. Todo carinho será bem-vindo”, disse o ator.
A doença.
Esse câncer surge nos gânglios linfáticos, também conhecidos como linfonodos – estruturas encontradas no pescoço, nas axilas e nas virilhas, formadas basicamente por glóbulos brancos (células de defesa), que combatem as infecções.
Quando há uma proliferação desordenada dos glóbulos brancos dos linfonodos, podem aparecer os chamados linfomas – cânceres nas células do sistema linfático.
De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), existem dois tipos de linfomas: o Hodgkin e o não-Hodgkin. Mas cada categoria abrange inúmeros outros subtipos mais específicos e com comportamentos biológicos e prognósticos diferentes. São mais de 40 variações.
Não se sabe exatamente o que causa um linfoma. Estudos indicam que pessoas com imunidade comprometida por causa de doenças genéticas, exposição a agentes químicos e altas doses de radiação têm mais chance de ter a doença. A emissão de gases poluentes por descarga de veículos também está entre as prováveis causas desse tipo de câncer.
O aparecimento de ínguas (pequenos caroços) nos locais onde há linfonodos pode ser indicativo da doença. Outros sintomas comuns aos linfomas não-Hodgkin são febre, coceira na pele, perda de peso em pouco tempo e suor noturno excessivo. Mas a confirmação do diagnóstico deve ser feita a partir de exames, biópsia e estudo celular.
Dado o diagnóstico, a doença pode ser tratada com quimioterapia, radioterapia ou ambas. Em certos casos, os médicos podem indicar também a imunoterapia.
O linfoma não-Hodgkin é o que mais incidente em crianças. Mas, de acordo com o Inca, os casos no Brasil duplicaram nos últimos 25 anos, especialmente entre pessoas com mais de 60 anos. As causas deste aumento ainda são desconhecidas.
Segundo o último balanço do Inca, pelo menos 4.154 pessoas morreram por causa da doença (2.303 homens e 1.851 mulheres) em 2013. Só em 2016, mais de 10 mil brasileiros devem ter esse linfoma.
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