Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de maio de 2018
Ao menos seis entidades de caminhoneiros ouvidas na segunda-feira (28) disseram que aceitam a proposta feita pelo governo para encerrar a greve. Elas afirmam que estão comunicando os grevistas sobre o fim do movimento.
Outras entidades e lideranças, como a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) e o Sindicato Interestadual dos Caminhoneiros Autônomos, não tratam a paralisação como encerrada. Outros representantes ainda afirmam que nem todas as reivindicações foram atendidas. Ainda há protestos pelo País.
No domingo (27), o presidente Michel Temer anunciou a redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias, o estabelecimento de uma tabela mínima dos fretes e a isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais.
O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse não haver previsão de quando a paralisação dos caminhoneiros irá acabar, porque não há uma liderança única do movimento. “São vários líderes. Ouvimos vários desses líderes e, do que ouvimos, elaboramos essa pauta que nós entendemos que atende aos pleitos dos caminheiros e fomos ao máximo do que o governo poderia ceder”, disse.
Veja o que dizem algumas lideranças e entidades:
Abcam
A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) informa que “ainda não houve tempo hábil para que todos os caminhoneiros tomassem conhecimento da decisão tomada. A entidade vem trabalhando para que a informação do acordo chegue em toda a categoria. Vale lembrar que ainda que a entidade se manifeste pelo fim das paralisações, nem todos os manifestantes seguem o mesmo entendimento. Mas acreditamos que até o fim da tarde de hoje a quantidade de caminhões parados tenha sido reduzida de forma significativa”.
Unicam
Em conversa com o presidente da Unicam (União Nacional dos Caminhoneiros), José Araújo Silva, o China, disse que muitos caminhoneiros não sabem o que está acontecendo (sobre comunicado de acordo). “Continuam parados por falta de comunicação. Mas agora não tem como prosseguir a greve. Vão prorrogar o aumento para 60 dias, o que já é uma grande vantagem. Agora precisa bater com o governo outras metas”, afirmou China, sem citar outras reivindicações.
“O ponto principal era o aumento do óleo diesel. Agora o governo já fez o pronunciamento e cabe às entidades fazerem a comunicação. Não tem como continuar”, informou China, que disse que iniciaria a comunicação com os sete grupos de WhatsApp que faz parte. Cada grupo conta com cerca de 200 caminhoneiros. Para China, a movimentação deve começar a acontecer na segunda-feira (28).
Fetrabens
Cláudio Ferreira, assessor da Fetrabens (Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo) informou que a entidade vai se reunir com o governador de São Paulo junto com cerca de 20 representantes dos demais sindicatos do Estado “para ver se antecipa o término do protesto ao menos em São Paulo”. Ele ainda destacou que “quem está mantendo a greve não é a Federação, e sim os caminhoneiros”.
Sinditac Ijuí/Rio Grande do Sul
Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sindicat Ijuí/RS (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí – Rio Grande do Sul) assinou o acordo para o fim da greve.
Confederação Nacional do Transporte
A CNT (Confederação Nacional do Transporte) informou via assessoria de imprensa que “considera que os caminhoneiros foram muito bem atendidos”. “O bloqueio de caminhões de propriedade das transportadoras é ilegal e pede força policial para que os veículos das empresas voltem a circular normalmente”, completou o comunicado.
Federação das Empresas de Transportes do Estado do Paraná
Sergio Malucelli, presidente da Federação das Empresas de Transportes do Estado do Paraná, disse ver o acordo como “uma solução palatável”.
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