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Economia Saiba o que rende mais: Tesouro Selic, NuConta, PicPay, Mercado Pago ou fundos de renda fixa

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O Tesouro Selic e contas de rendimento automático têm superado o desempenho médio de fundos DI e fundos de crédito privado. (Foto: Reprodução)

A ideia de aplicar dinheiro em um fundo de investimentos é tentar usar o conhecimento daquele gestor para conseguir ganhos maiores do que aqueles que o aplicador conseguiria sozinho, certo? E isso acontece inclusive na renda fixa. Em vez de escolher um título sozinho, o investidor delega essa função para especialistas tentarem montar uma “cesta” com os melhores investimentos conservadores e que rendam mais do que outras aplicações igualmente seguras. Mas com a Selic a 13,75% ao ano, essa estratégia não tem valido tanto a pena.

Um levantamento feito pelo Valor Investe comparou diferentes aplicações em investimentos de renda fixa com o desempenho médio de fundos dessa mesma classe de ativos. E o resultado mostrou que o mais simples vem dando mais resultado. Tanto o Tesouro Selic (título público cujo rendimento acompanha a taxa básica de juros) quanto contas de rendimento automático (como NuConta, PicPay e Mercado Pago) têm superado o desempenho médio de fundos DI e fundos de crédito privado.

O estudo mostrou que desde agosto do ano passado (quando a Selic chegou ao patamar de 13,75% ao ano) até fevereiro deste ano, o Tesouro Selic rendeu 7,85%. A NuConta e a conta do Mercado Pago (que entregam uma rentabilidade de 100% do CDI; no caso da NuConta após 30 dias do dinheiro depositado nela) renderam 7,69%. O PicPay, cujo rendimento é de 102% do CDI após 30 dias de depósito, entregou 7,84%. No mesmo período, os fundos DI tiveram um rendimento médio de 7,12%. Nos fundos de crédito privado, em que o gestor escolhe títulos como debêntures e CDBs para “incrementar” a cesta, o desempenho foi ainda pior: 5,79% de rendimento médio.

Os dados consideram o rendimento bruto. Ou seja, ainda há o desconto de imposto de renda e, no caso dos fundos, o desconto da taxa de administração paga pelo investidor, que varia de produto para produto.

Parte desse movimento é explicado pelo “estresse” que o mercado de crédito passou recentemente, especialmente após o evento da Americanas.

Após a companhia divulgar inconsistências financeiras relevantes em seus números, as debêntures da empresa desabaram. Nesses títulos, o investidor que os compra está “emprestando dinheiro” para a Americanas em troca de a empresa devolver esse valor no futuro, acrescido de juros. Com as inconsistências financeiras, no entanto, a percepção do “risco de calote” aumentou. Assim, o preço desses papéis despencou e afetou inúmeros fundos que tinham eles na cesta. Muitos investidores, que viram seu dinheiro aplicado nesses fundos diminuir consistentemente, se assustaram e fizeram resgates.

E não foi só a Americanas. Algo parecido aconteceu com a Light e também afetou os fundos. De quebra, duas financeiras (BRK e Portocred) que emitiam papéis de crédito privado foram liquidadas e ajudaram a formar essa “tempestade perfeita”.

A conclusão, portanto, foi que muitos fundos que tinham esses papéis em suas cestas sofreram com os episódios. Os eventos, no entanto, deixaram claro que, ao procurar ganhos maiores, mesmo na renda fixa, o investidor está sujeito a riscos maiores. Em tempos de calmaria, esses produtos podem oferecer ganhos mais elevados, já que há um prêmio maior por investimentos mais sujeitos a esse tipo de problema. Por outro lado, quando há uma turbulência, a “conta vem”.

Melhor investimento

Mesmo com desempenhos médios inferiores aos de outros ativos de renda fixa, o rendimento dos fundos conservadores não deixa a desejar e superam, de forma robusta, a inflação. Portanto, mesmo aplicando neles, os investidores continuam tendo ganhos reais (descontando a inflação) significativos.

É importante lembrar também que embora aplicações como as contas de rendimento sejam simples, elas também têm risco. Afinal, para entregar uma rentabilidade o dinheiro colocado pelos clientes nessas contas é investido em algum ativo. O rendimento da NuConta, por exemplo, vem a partir de RDBs (Recibos de Depósitos Bancários) do Nubank. O do Mercado Pago vem a partir de títulos públicos do Tesouro Direto. Já o dinheiro aplicado no PicPay fica investido em Certificados de Depósito Bancário (CDB).

Ricardo Aragon, sócio-fundador e diretor de produtos e estratégia da Matriz Capital, afirma que o ideal é diversificar sempre. Ainda que em diferentes ativos de renda fixa.

“As oportunidades de ganhos maiores em renda fixa geralmente são em títulos de dívida. E, quanto maior o risco, maior a rentabilidade. A gente pode diversificar em fundos que tentam alçar esses ganhos maiores. Mas para isso, precisamos fazer uma curadoria para entender o que o gestor está fazendo. O fundo tem que ter uma pulverização de ativos ali dentro. No mesmo fundo pode ter Tesouro, CDBs de bancos, mas é preciso entender qual é a qualidade do crédito que está ali”, afirma o especialista.

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