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Economia PIB do Brasil voltará a ser o 10º maior do mundo este ano, graças à alta do petróleo

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Ano passado, embora tenha crescido, o Brasil ficou de fora do top 10.

Foto: Reprodução
Ano passado, embora tenha crescido, o Brasil ficou de fora do top 10. (Foto: Reprodução)

Com a revisão para cima na projeção de crescimento econômico do Brasil este ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) agora vê a economia brasileira de volta ao posto de décima maior do mundo, já este ano, ao ultrapassar o Canadá. Ano passado, embora tenha crescido, o Brasil ficou de fora do top 10.

A Rússia, impulsionada pela valorização do rublo, confirmou a ultrapassagem do Brasil, ocorrida em 2024, e superou a Itália e o Canadá. Tanto em 2024 quanto em 2025, a economia brasileira foi a 11ª maior do mundo. A comparação das projeções do FMI para o Produto Interno Bruto (PIB, valor de todos os bens e serviços produzidos numa economia) em valores correntes dos países é feita em dólares, que depende tanto do crescimento econômico quanto da taxa de câmbio entre as moedas locais e a divisa americana.

Quando a taxa de câmbio cai (a cotação do dólar fica menor), o PIB do Brasil em dólares aumenta, mesmo que o crescimento econômico por aqui tenha mantido o mesmo ritmo. Em 2025, o dólar se desvalorizou na Rússia, o que fez o PIB russo aumentar. No caso do Brasil, o câmbio caiu mais para o fim do ano, em movimento que vem se intensificando desde o início de 2026, o que também explica o avanço da economia brasileira de volta ao top 10 global.

Além do câmbio mais favorável, o FMI revisou sua projeção para o crescimento do PIB brasileiro neste ano para 1,9%, ante a previsão anterior de 1,6%, segundo relatório Perspectivas da Economia Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado na terça-feira em Washington.

O desempenho do Brasil ficou na contramão da economia global. O FMI agora espera um crescimento econômico mundial de 3,1% este ano, ante os 3,3% previstos antes. Tudo por causa da alta nos preços dos combustíveis, provocada pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã – no que já é considerado pela Agência Internacional de Energia (AIE) como o maior choque do petróleo da história.

A Rússia também teve a projeção de crescimento revisada para cima este ano, de 0,8% para 1,1%. Segundo o FMI, a disparada nas cotações do petróleo por causa da guerra beneficiarão os PIBs russo e brasileiro, já que, com o pré-sal, o Brasil se tornou exportador líquido da matéria-prima.

Para 2027, a estimativa é de crescimento de 2% do PIB brasileiro, levemente acima do previsto para este ano, mas 0,3 ponto percentual abaixo da projeção anterior do FMI, por causa da “desaceleração da demanda global, dos custos mais altos de insumos (incluindo fertilizantes) e de condições financeiras mais restritivas”.

Mesmo assim, o Brasil seguirá galgando posição entre as maiores economias do mundo. Nas projeções recém-atualizadas do FMI, após ficar na 10ª posição este ano, logo atrás da Rússia, a economia brasileira deverá superar a russa em 2027, chegando à nona posição, logo atrás da Itália.

Segundo o relatório de terça-feira do FMI, “reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grandes reservas de caixa do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a enfrentar o choque” na oferta de petróleo por causa da guerra no Oriente Médio.

As estimativas do FMI vão até 2031. Pelas contas, em 2028, será a vez de ultrapassar a Itália, com o Brasil ficando na posição de oitava maior economia, atrás da França, posto que deverá manter até a virada da década. No longo prazo, a principal tendência, mantida nas projeções, é a ascensão da Índia, país mais populoso do mundo. Segundo o FMI, em 2031, a economia indiana deverá ultrapassar a Alemanha e assumir o posto de terceira maior do mundo, atrás dos EUA e da China.

Apesar da posição relevante do Brasil no tamanho do PIB anual, o indicador nem sempre é a melhor referência de riqueza de um país. No agregado, é esperado que países populosos, como EUA, China, Índia e Brasil — o sétimo maior em número de habitantes — gerem muito PIB, porque têm mais gente trabalhando.

 

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vanderlei stefani
16 de abril de 2026 20:16

Já os hermanos, devendo até as calças

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