Domingo, 02 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 21 de junho de 2023
O técnico Carlo Ancelotti acertou a sua vinda para a Seleção Brasileira. Mas o que ele e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) têm até agora é apenas um acordo de cavalheiros, ou seja, de boca. Um pré-contrato ainda não foi assinado.
De acordo com as regras da Fifa (entidade máxima do futebol), não há nada que impeça que um treinador faça um pré-contrato com outro clube ou seleção – o que vigora é o bom senso. Há sim, regras para jogadores.
Segundo o item 3 do artigo 18 do Regulamento de Transferência de Jogadores da Fifa, de março de 2023, o clube precisa avisar, por escrito, ao atual clube do jogador, que pretende negociar com o atleta. E esse pré-contrato só poderá ser assinado caso o contrato atual expire em até seis meses.
O caso dos treinadores também está no mesmo regulamento, mas eles têm um anexo específico, que é o 2, que trata sobre as contratações e afins. E lá não existe o mesmo impeditivo que há para os jogadores.
Mas por que Ancelotti não assina, já que ele é treinador? A resposta está no contrato dele com o Real Madrid, que é confidencial. Existe uma cláusula de renovação que precisa ser acionada pelo treinador. O que até então, ele não fará. E provavelmente há contrapartidas do treinador com o clube caso ele não cumpra o contrato – é um desejo dele cumprir.
Caso em uma situação hipotética Ancelotti descumpra o que combinou com o clube, pode haver um processo na Fifa. Porém, ele só será instaurado se o Real Madrid pedir.
Acordo
O acordo entre CBF e Carlo Ancelotti para que ele seja o próximo treinador da seleção está fechado desde fevereiro. O que faltava ainda a ser esclarecido, era a data que o italiano começará a trabalhar no Brasil.
As conversas foram realizadas incluindo o Real Madrid, atual clube de Ancelotti, que não queria liberá-lo com o contrato em andamento. O que ficou decidido, é que ele assumirá a seleção no meio do ano que vem.
Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, e Ancelotti já vem se encontrar pessoalmente há alguns meses e tiveram, ao menos, seis encontros. Pelo telefone, eles conversam com regularidade.
O acordo entre as partes só deverá ser anunciado no final do ano ou no início do ano que vem.
Agora, o próximo passo será definir como será feita a transição, que não deve ser conduzida por Ramon Menezes. Dentro da CBF há o entendimento de que ele já tem as seleções de base e as olimpíadas estão próximas. Porém, esse tema ainda será definido. As informações são do jornal O Globo.
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