Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de janeiro de 2021
Menos aviões voaram no ano passado por conta da pandemia de covid-19 e, embora as restrições estejam mais flexíveis, 2021 ainda promete menos aeronaves circulando pelo mundo. Não importa o cenário, segurança é um item essencial nas viagens, e o site especializado AirlineRatings.com continua investindo no ranking que aponta as companhias aéreas mais seguras do mundo.
Foram investigadas 385 empresas, e a lista foi elaborada levando em conta fatores como registros de acidentes e acidentes graves das companhias aéreas, idade de suas aeronaves, entre outros. Este ano, o ranking também considerou as medidas de treinamento e segurança para evitar a disseminação do novo coronavírus.
“O desafio deste ano foi o número de companhias aéreas que estavam voando, embora as 20 companhias aéreas mais seguras tenham continuado a voar ou tenham interrompido voos por pouco tempo”, disse o editor-chefe da AirlineRatings, Geoffrey Thomas, ao portal CNN Travel.
Para 2021, a companhia aérea australiana Qantas ficou em primeiro lugar, repetindo a colocação alcançada no ano passado. Segundo o AirlineRating, a empresa se destacou por ter um programa de treinamento de sua tripulação para o retorno seguro após a pandemia. Os pilotos, por exemplo, devem passar por um curso de seis dias antes de retornar aos céus.
Nenhuma empresa brasileira integrou o ranking.
Saiba quais são as dez companhias aéreas mais seguras do mundo:
1. Qantas
2. Qatar Airways
3. Air New Zealand
4. Singapore Airlines
5. Emirates
6. EVA Air
7. Etihad Airways
8. Alaska Airlines
9. Cathay Pacific Airways
10. British Airways
Seguras e econômicas
A AirlineRating também nomeou as companhias low-cost mais seguras do mundo para viajar no ano de 2021. São elas: Air Arabia, Allegiant, Easyjet, Frontier, Jetstar Group, Jetblue, Ryanair, Vietjet, Westjet e Wizz.
Em muitos países, como o Brasil, o debate sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 tem dividido opiniões. Para a companhia aérea australiana Qantas Airways, no entanto, o assunto já está resolvido: apenas passageiros vacinados poderão embarcar em seus aviões para voos internacionais.
A exigência, na opinião do presidente da Qantas, Alan Joyce, em breve será comum em todo o setor aéreo global.
À emissora de TV Channel Nine, Joyce afirmou:
“Estamos considerando mudar nossos termos de uso para viajantes internacionais, para dizer a eles que pediremos às pessoas que se vacinem antes de embarcarem no avião. Para os viajantes internacionais que vêm para a Austrália e para as pessoas que estão deixando o país, achamos que é uma necessidade”.
O presidente da Qantas previu que esse tipo de medida se generalizará no mundo do transporte aéreo, enquanto governos e companhias aéreas estudam, segundo ele, a possibilidade de estabelecer boletins eletrônicos de vacinação.
A Austrália fechou suas fronteiras desde março para combater a pandemia do coronavírus. Dezenas de milhares de australianos estão bloqueados no exterior por causa disso, já que o governo só autoriza o retorno de um número limitado de seus cidadãos a cada semana.
Essa política de isolamento parece ter valido a pena, pois desde que a epidemia foi declarada, o país registrou apenas 907 mortes e pouco mais de 27,8 mil casos de covid-19.
Por causa do impacto brutal que a pandemia teve no tráfego aéreo, a Qantas cortou 8,5 mil empregos e tem mais de 200 aeronaves em solo.
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