Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de novembro de 2017
Muitos brasileiros já enfrentaram ou conhecem alguém que já teve algum tipo de alergia. É comum que se pense que as crianças são as maiores vítimas, mas um estudo apresentado no congresso anual do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia mostrou que quase metade das alergias alimentares surgem na idade adulta.
“A alergia é uma reação de intensidade exagerada do organismo a determinados estímulos que são inofensivos para a maioria das pessoas. Quando o corpo entra em contato com essas substâncias, há produção aumentada de um tipo de anticorpo chamado imunoglobulina E (IgE). Quanto maior for a produção de IgE, mais intensa será a reação alérgica”, explica o médico Nelson Cordeiro, membro do Departamento Científico de Dermatite Atópica da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia).
As alergias mais comuns são:
Crianças (0 a 12 anos) – rinite alérgica, asma, alergia a picada de insetos, dermatite atópica e alergias alimentares;
Adolescentes (12 a 18 anos) – asma e alergias alimentares;
Adultos (18 a 60 anos) – asma, alergias alimentares e dermatite de contato;
Idosos (mais de 60 anos) – alergias comuns aos adultos e alergia a medicamentos.
Uma pessoa pode nascer com alergia a alguma substância ou desenvolvê-la ao longo da vida, como acontece com a maioria das alergias de pele.
“Quem entra muito em contato com produtos químicos ou mexe com detergentes e outros itens de limpeza pode desenvolver uma alergia a essas substâncias”, afirma a dermatologista Paula Chicralla.
É muito importante que um médico seja procurado assim que a alergia aparecer.
“No caso da alergia alimentar, nem sempre o resultado positivo ou negativo do exame de sangue pode determinar qual é o causador da alergia. O mais adequado seria um teste de provocação oral em que o paciente come o alimento que pode causar reação”, comenta Erica Azevedo, alergista e imunologista.
Por serem doenças crônicas, as alergias não têm cura, mas podem ser controladas. Seguindo esquema de tratamento que inclui controle do ambiente, medicações de alívio das crises e até vacinas, os pacientes podem ficar livres dos sintomas.
Os comentários estão desativados.