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Saúde Saiba quais são os sintomas da variante ômicron e se as vacinas já existentes funcionam

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Porto Alegre é a cidade gaúcha com mais casos da nova cepa. (Foto: EBC)

Pouco mais de uma semana após cientistas em Botsuana e na África do Sul alertarem sobre nova variante do SARS-CoV-2 em circulação, ainda temos mais perguntas do que respostas sobre ela. No dia seguinte ao alerta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a B.1.1.529 como uma variante de preocupação, que passou a ser denominada ômicron.

Quais os sintomas? Como ela é diagnosticada? As vacinas atuais são eficazes contra ela? Pesquisadores do mundo todo estão correndo para detalhar as respostas sobre essas e tantas outras questões e, assim, esclarecer a real ameaça que a Ômicron representa. Alguns esclarecimentos ainda levarão alguns dias ou semanas para virem à tona.

1) Onde foi detectada a nova variante?

O primeiro país a notificar a ômicron foi a África do Sul, que emitiu um alerta à OMS no dia 24 de novembro. Segundo a entidade, as análises encontraram a variante pela primeira vez na amostra de um teste coletado em 9 de novembro. Com o anúncio da nova cepa, outros países passaram a sequenciar os genomas dos vírus encontrados em pessoas que testaram positivo para a covid-19.

Na Holanda, por exemplo, um viajante testado em 19 de novembro já apresentava a ômicron, o que mostra que a nova variante já estava circulando pela Europa antes de a África do Sul investigar o aumento de casos repentinos e descobrir a nova cepa.

2) Quais são os sintomas?

O primeiro sinal de que as novas infecções por covid-19 estavam diferentes foi observado pela médica sul-africana Angelique Coetzee ao atender pacientes com sintomas diferentes dos apresentados por aqueles que eram acometidos pela delta. Os novos pacientes queixavam-se de cansaço, dores musculares, coceira na garganta ou garganta arranhando. Em poucos casos, apresentavam também febre baixa e tosse seca.

Entre os sintomas mais comuns da delta estão pulsação elevada, baixos níveis de oxigênio e perda de olfato e de paladar.

Os sintomas da ômicron são mais parecidos com a da beta, que também foi identificada pela primeira vez na África do Sul.

3) A ômicron é mais transmissível que as outras cepas?

De acordo com a OMS, tudo indica que a ômicron seja mais transmissível do que as outras variantes, incluindo a delta, mas isso ainda não está definido. A África do Sul relatou um aumento de testes positivos para covid-19 em áreas onde a variante está circulando. Estudos epidemiológicos estão em andamento para entender se o aumento de casos foi provocado pela nova cepa ou por outros fatores.

Evidências preliminares sugerem que pode haver um risco aumentado de reinfecção com a ômicron (ou seja, pessoas que já tiveram covid-19 podem ser reinfectadas mais facilmente com a nova cepa), em comparação com outras variantes preocupantes. Porém, por enquanto, as informações são limitadas. Mais dados sobre isso estarão disponíveis nos próximos dias e semanas, afirma a OMS.

4) As atuais vacinas funcionam contra a ômicron?

A grande dúvida a ser respondida é exatamente essa. Ainda não se sabe se as vacinas são menos eficazes contra a ômicron, mas existe esse risco devido às mutações encontradas na variante. A maioria delas, está na proteína spike, que é o principal alvo das vacinas disponíveis atualmente.

Além disso, a nova cepa possui a mutação E484K, também encontrada na Beta. Essa mutação comprovadamente escapa aos anticorpos monoclonais e tinha a capacidade de escapar das atuais vacinas.

As principais desenvolvedoras dos imunizantes disponíveis — Pfizer/BioNTech, Oxford/AstraZeneca, Moderna e Johnson & Johnson — já iniciaram testes para avaliar a eficácia de seus imunizantes contra a variante.

A Pfizer/BioNTech anunciou nesta quarta-feira (8), que duas doses da vacina podem não ser suficientes para proteger contra a infecção com a variante ômicron, mas que três doses são capazes de neutralizar a nova cepa.

Elas também já se adiantaram e começaram a desenvolver novas versões, destinadas à nova cepa. A Jonhson & Johnson afirmou que irá desenvolver uma vacina contra a variante se for necessário e a Moderna pode levar uma versão atualizada de seu imunizante aos testes clínicos em humanos em até 90 dias.

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