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Política “Saída fácil é furar o teto. Nós não faremos isso”, diz o ministro da Economia

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Guedes disse ainda que o Brasil deve terminar 2020 com um número menor de empregos formais fechados do que o registrado na crise de 2015

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Guedes ainda repetiu que, se houver uma segunda onda no Brasil, o governo agirá da mesma forma, com capacidade de decisão. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (18) que a “saída fácil” é furar a regra do teto de gastos, mas que o governo não fará isso porque seria “irresponsabilidade com as futuras gerações”.

A emenda constitucional do teto de gastos foi promulgada em 2016, vale por 20 anos e prevê que os gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) não podem crescer acima da inflação do ano anterior.

Na segunda-feira (16), a IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão ligado ao Senado, divulgou um relatório no qual afirmou que a retomada da economia brasileira será “lenta” e com “risco elevado” de rompimento do teto de gastos em 2021.

“Enquanto o Brasil não tiver a coragem de enfrentar esse problema de indexação automática de despesas, onde a classe política não controla 96% dos orçamentos, nós não podemos sonhar em abrir mão dessa bandeira do teto”, disse Guedes nesta quarta-feira.

“O teto foi colocado lá sem paredes. Colocaram o teto, mas não havia paredes, que são as reformas. E o pior, com um piso que sobe o tempo inteiro, espremendo os gastos do governo contra o teto. A saída fácil é furar o teto. Nós não faremos isso. Isso é uma irresponsabilidade com as futuras gerações”, completou o ministro.

Segundo Paulo Guedes, o governo vê o ano de 2021 como um ano de “forte recuperação cíclica”. De acordo com o ministro, a economia brasileira deve crescer no ano que vem “entre 3% e 4%”.

Guedes disse ainda que o Brasil deve terminar 2020 com um número menor de empregos formais fechados do que o registrado na crise de 2015. O ministro costuma dizer que a economia terá “retomada em V”, numa referência ao desenho do gráfico de desempenho, indicando queda acentuada da atividade econômica, seguida de retomada acentuada.

Entre os fatores que, segundo Guedes, podem ajudar na retomada econômica, está o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19.

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